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Moro vive seu “dia de réu” e diz que não tem apego ao cargo

O ministro da Justiça, Sérgio Moro,  teve nesta quarta-feira (19/06) seu “dia de réu” no Senado. Passou mais de oito horas  respondendo aos questionamentos dos senadores na Comissão de Constituição e Justiça sobre supostas mensagens que sugerem atuação conjunta com os procuradores da Lava Jato quando ele era juiz federal.

Durante a sabatina pela primeira vez, disse não ter “nenhum apego ao cargo” e admitiu a possibilidade de deixar o governo caso seja constatada ilegalidade.

Diante de um clima favorável na comissão, Moro disse que não poderia reconhecer a autenticidade das mensagens, mas tampouco negou que elas sejam verdadeiras. O ministro voltou a dizer que não há irregularidade nos conteúdos apresentados, mas “sensacionalismo”. Declarou ainda não ter praticado nada de ilícito enquanto era juiz responsável pelo julgamento da Lava Jato em Curitiba.

“Evidentemente, pode ter havido alguma troca de mensagens, mas nada que não tenha sido normal se fosse presencial. Não estou dizendo que reconheço autenticidade, não tenho como dizer disso”, disse. Moro levantou a possibilidade de as mensagens terem sido alteradas antes de serem publicadas. Alegou, no entanto, não possuir mais o conteúdo das conversas.

Quando o senador Jaques Wagner (PT) perguntou a Moro se não seria de “bom tom” se afastar do cargo, dada a repercussão do caso. Foi neste momento que Moro ressaltou que não tem apego ao cargo.

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