Segundo as trabalhadoras, as orientações incluíam o uso de legging de academia, do modelo conhecido como “levanta-bumbum”, e blusas customizadas para ficarem mais justas.
As mudanças teriam começado em setembro, quando toda a equipe antiga foi dispensada e substituída por novas contratadas que já seguiam o visual imposto.
De acordo com os depoimentos, as funcionárias eram orientadas a manter um “corpo de academia” e a usar roupas justas como parte do atendimento.
Havia ainda a prática de estimular as trabalhadoras a atrair a atenção de motoristas, inclusive com orientações sobre postura no pátio e sugestões de comportamento para chamar clientes.
Outra exigência mencionada foi a gravação de “dancinhas” para as redes sociais, feitas durante o expediente e usando o uniforme do posto.
As antigas frentistas afirmam que não haviam sido informadas previamente sobre qualquer mudança e que foram demitidas no mesmo dia da chegada da nova equipe, situação descrita como constrangedora.
Processo
A Justiça do Trabalho suspendeu a obrigatoriedade do uniforme considerado inadequado e determinou que o posto forneça vestimentas compatíveis com a função, sob pena de multa.
A empresa, por meio da nova gestão, informou que substituiu o uso de legging por calça jeans e negou ter incentivado práticas que pudessem caracterizar sexualização ou exposição das colaboradoras./Metrópoles
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