Ceará NotíciasCeará NotíciasCeará Notícias
Font ResizerAa
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Font ResizerAa
Ceará NotíciasCeará Notícias
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Pesquisar
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Siga-nos
Ceará Notícias > Blog > Destaques > Vacina é a nova esperança contra tumores cerebrais
DestaquesOutros

Vacina é a nova esperança contra tumores cerebrais

Ultima atualização: 08/07/2026 7:25 PM
Redação
Compartilhar
5 Min. de Leitura
Compartilhar

Os tumores cerebrais são difíceis de tratar. Mesmo aqueles que podem ser operados raramente conseguem ser removidos completamente por cirurgia. A quimioterapia e radioterapia fazem parte do tratamento padrão. Ainda assim, pacientes com tumores agressivos frequentemente vivem no máximo cinco anos após o diagnóstico.

Em um estudo realizado por pesquisadores do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer (DKFZ), da Faculdade de Medicina de Mannheim, do Hospital Universitário de Heidelberg e de outras instituições, 33 pacientes receberam, além do tratamento convencional, uma vacina experimental.

No início de julho, a equipe publicou os resultados do acompanhamento de longo prazo na revista científica Nature. E há motivos para um otimismo cauteloso: 66% dos participantes ainda estavam vivos após oito anos, e 42% não apresentaram crescimento ou retorno do tumor durante esse período.

Segundo Michael Platten, diretor da Clínica Universitária de Neurologia de Mannheim e um dos principais autores do estudo, o resultado mais surpreendente foi o fato de que, em muitos pacientes, o tumor não voltou por um período tão longo.

Vacina não previne o câncer

As vacinas –como as contra sarampo, caxumba ou Covid-19, por exemplo– normalmente são associadas à prevenção de doenças ou ao treinamento do sistema imunológico para reduzir a gravidade de uma infecção. Essas são chamadas de vacinas preventivas.

Já as vacinas terapêuticas têm um objetivo diferente: destruir um tumor por meio da ativação do sistema imunológico.

No caso da terapia desenvolvida por Platten e sua equipe, a vacina é direcionada a uma mutação genética encontrada apenas em determinados tumores cerebrais. Todos os 33 participantes do estudo sofriam de astrocitomas de alto grau.

Os astrocitomas pertencem ao grupo dos gliomas e estão entre os tumores mais comuns do sistema nervoso central, que inclui o cérebro e a medula espinhal. Eles são classificados em quatro graus de gravidade, variando de relativamente benignos a altamente agressivos.

Os astrocitomas de grau 3 e 4, que crescem rapidamente e são considerados agressivos, compartilham uma mutação genética específica, que é justamente o alvo da vacina.

Esse gene codifica uma enzima chamada IDH1. Devido à mutação, um componente da proteína é alterado, criando uma nova estrutura proteica que favorece o crescimento mais rápido do tumor. A vacina ensina o sistema imunológico a reconhecer essa estrutura como algo estranho ao organismo e a atacá-la.

A vacina testada no estudo ativou o sistema imunológico de duas maneiras. Produziu linfócitos T, que atacam diretamente as células tumorais e estimulou a formação de linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos contra o tumor. Segundo Platten, o objetivo é “impedir que o tumor volte após a conclusão do tratamento, neste caso uma radioquimioterapia”.

Eficácia a ser comprovada

Ulrich Herrlinger, diretor de Neuro-oncologia do Hospital Universitário de Bonn, que não participou do estudo, considera o trabalho uma oportunidade real para os pacientes.

De acordo com ele, os astrocitomas de alto grau têm uma probabilidade próxima de 100% de voltar a crescer e, em algum momento, tornar-se impossíveis de tratar. As causas desses tumores ainda são desconhecidas. Como afirma o pesquisador, “ninguém sabe por que exatamente determinada pessoa é afetada”.

Por isso, os resultados obtidos pela equipe de Michael Platten são tão promissores. Herrlinger destaca que, se fosse possível manter o sistema imunológico ativo de forma permanente, haveria esperança de controlar o tumor por longo prazo.

Tanto Platten quanto Herrlinger alertam que os resultados devem ser interpretados com cautela. Com apenas 33 pacientes, não é possível tirar conclusões definitivas. O próximo passo será um estudo controlado e randomizado de grande porte, que já está sendo planejado.

Segundo Platten, o projeto terá início em março de 2027 e envolverá mais de 200 pacientes. Ele estima que serão necessários cerca de nove anos para obter resultados suficientemente robustos. Somente então será possível determinar com segurança quão eficaz a vacina realmente é e se doses de reforço podem potencializar a resposta imunológica.

Apesar disso, Platten acredita que os resultados atuais justificam um otimismo cauteloso. Afinal, como ele próprio afirma, esperança nunca é demais./Folha SP

(Foto: Reprodução)

Compartilhar Notícia
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram
O que você acha?
Feliz0
Amor0
Embaraçar0
Triste0
Nervoso0
Surpresa0

Veja Também

CearáDestaques

Cid Gomes volta às articulações e pode destravar impasse sobre Senado

8 de julho de 2026
CearáDestaques

Mauro Filho volta à vice-liderança de Lula e abre o debate sobre coerência política no Ceará

8 de julho de 2026
DestaquesOutros

CCJ aprova PEC que impede IPVA de ultrapassar 1% do valor do carro

8 de julho de 2026
DestaquesOutros

Concurso do IBGE com vagas no Ceará tem inscrições prorrogadas; veja como participar

8 de julho de 2026

 

CONTATO
[email protected]
WhatsApp (88) 9764 47 97

Categorias

  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato

Tags

Ceará Destaques Educação Espaço Aberto Esporte Famosos Geral Interior Internacional Municípios Outros Policial Política Ponto Político
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?