“O Clube de Regatas do Flamengo informa que a CONMEBOL, por meio de ofício enviado no início da tarde desta sexta-feira (19), retirou a punição aplicada ao atacante Gonzalo Plata em decorrência do segundo cartão amarelo, e consequente expulsão, recebido na partida contra o Estudiantes, realizada na última quinta-feira (18), pela CONMEBOL Libertadores.”, informou o clube em nota oficial nesta sexta-feira.
A confirmação da liberação de Plata foi informada pelo clube menos de uma hora depois de o recurso ter sido formalizado à entidade. O Flamengo enviou um ofício reclamando da atuação “tendenciosa” de Rojas e do árbitro assistente de vídeo Nicolás Gallo.
O lance do segundo cartão amarelo de Plata e o consequente vermelho ocorreu aos 37 minutos da segunda etapa, quando o Flamengo ganhava com soberania por 2 a 0 e buscava aumentar sua vantagem. Com um a menos, os cariocas se retraíram e acabaram levando um gol no fim. Plata foi chutado pelo zagueiro no lance e o árbitro optou por punir o jogador do Flamengo.
Assim que o jogo no Maracanã acabou, a revolta dos jogadores, do técnico Filipe Luís e de toda a comissão técnica era gigante. Além da expulsão, a bronca é que o árbitro e o VAR ignoraram um pênalti sobre Samuel Lino ainda na primeira etapa e outro na fase final em toque intencional de mão na bola. Até o gol do Estudiantes o Flamengo considerou irregular.
“As imagens da partida são claras e incontestáveis ao revelar a imensidade dos erros cometidos. Faltas invertidas e cartões amarelos aplicados de maneira desproporcional contra o Flamengo revelam o desequilíbrio das decisões do árbitro em favor do time visitante”, seguiu o clube carioca em seu desabafo, listando alguns dos lances questionáveis.
“Houve um pênalti cometido em toque de mão intencional do defensor na disputa de bola com Luiz Araújo, e a posterior expulsão do Gonzalo Plata, punido com o segundo cartão amarelo em lance no qual é ele quem sofre a falta. A validação de um gol irregular do Estudiantes, marcado após toque no braço aberto do atacante, que expandiu sua área para além do movimento natural assumindo o risco, torna tudo ainda mais grave”, afirmou. “Situações como estas não podem ser tratadas como simples falhas, mas sim como um ataque direto à integridade do torneio.”
A irritação brasileira se prolongou à omissão do árbitro de vídeo, o também colombiano Nicolás Gallo, que nada fez nos lances. O Flamengo alega que o trabalho equivocado “influenciou diretamente no resultado” e apelou ao bom senso de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, para não ter sua escalação comprometida na Argentina./AE
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