A dor nas costas é, de acordo com o ortopedista Eduardo Vasconcelos, a segunda principal causa de busca por serviços de emergência, ficando atrás apenas da dor de cabeça. “Isso mostra a importância do tema e quanta gente sofre com dor na coluna”, destaca o médico.
Principais causas e grupos de risco
Segundo o Dr. Eduardo Vasconcelos, as causas mais associadas às crises de dor são:
- Trabalho prolongado na mesma posição: profissões como costureiro, motorista e quem trabalha muito tempo em escritório, de frente para o computador, sobrecarregam a musculatura.
- Sobrepeso e obesidade: o excesso de peso sobrecarrega as estruturas da coluna.
- Sedentarismo: a falta de atividade física, principalmente de exercícios que promovem o fortalecimento muscular, deixa a coluna mais vulnerável.
“Muitas vezes, as crises são incapacitantes. A pessoa não consegue nem andar de tanta dor e acaba tendo que ir a uma emergência”, relata o ortopedista. Ele ressalta a importância de procurar um especialista, principalmente quando a dor se torna crônica.
Como agir na crise e no dia a dia
O fisioterapeuta Pedro explica que, durante uma crise aguda, o profissional pode realizar movimentos passivos no paciente para “apagar o incêndio da dor”, aliviando contraturas musculares e destravando articulações.
No entanto, a chave para evitar novas crises está na prevenção e nos cuidados diários. Para quem passa longas horas sentado, Pedro demonstrou um exercício simples que pode ser feito na própria cadeira do trabalho:
- Sentado, basta fazer um movimento dobrando a coluna suavemente para trás.
- Isso ajuda a equilibrar as forças e relaxar a musculatura, que fica sob tensão na posição de flexão anterior.
- A recomendação é fazer cerca de 15 repetições, 1 ou 2 vezes ao longo do dia.
Cuidados para todas as idades
A abordagem para lidar com a dor muda um pouco conforme a faixa etária, mas a base do tratamento é a mesma para todos.
“De modo geral, o fortalecimento muscular e o controle do peso se adequam para todas as idades”, explica Eduardo. “O paciente mais jovem geralmente tem dor mais por sobrecarga, por fazer esforço ou pegar peso. O idoso já tem mais relação com a fadiga natural da musculatura e a perda de massa muscular. A atenção no idoso muda para tratar os sintomas, que serão mais frequentes, mas a base continua sendo o fortalecimento.”
Alongamento e prática de exercícios: como e quando
Sobre os alongamentos, o fisioterapeuta orienta que eles podem ser feitos em dois momentos principais:
- Como aquecimento: No início do dia ou antes da prática esportiva, para “não entrar frio para fazer força”.
- Pela manhã: De forma suave, para “despertar o corpo” para os movimentos do dia.
Para quem pratica musculação, o ortopedista faz um alerta importante sobre a intensidade. “Sempre é fundamental um acompanhamento profissional. Cada um tem seu limite. Exagerar nas cargas a ponto de causar dor e fadiga extrema no dia seguinte não é normal. A dor é seu guia. Se você está fazendo exercício e a piora, está errado. O movimento está sendo executado de forma errada ou a carga está muito elevada”, adverte Eduardo.
A recomendação é progredir lentamente e com supervisão./g1
(Foto: Reprodução)






