O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves (MG), afirmou que o partido caminha para não lançar candidatura própria à Presidência da República em 2026.
A legenda chegou a ensaiar o nome do ex-ministro Ciro Gomes, mas o tucano optou por disputar o Governo do Ceará, colocando o PSDB em outro papel no cenário nacional.
Sem Aécio na disputa e sem um nome competitivo de centro no pleito presidencial, o partido terá que definir posição em um eventual segundo turno. A escolha deve colocar o PSDB diante de um dilema: priorizar afinidades econômicas ou reafirmar valores democráticos ligados à tradição política de Tancredo Neves.
No Ceará, a posição de Aécio altera o cenário local. Ciro tem o apoio do PL em uma aliança marcada mais por conveniência eleitoral do que por convergência política. Até aqui, ele vinha evitando vincular seu palanque estadual a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, sob o argumento de que o PSDB poderia ter nome próprio na disputa nacional.
Com Aécio fora do páreo, esse argumento perde força. Ciro tenta se desvincular da polarização nacional, mas os fatos seguem empurrando sua candidatura para dentro desse debate.
Flávio Bolsonaro estará em Fortaleza nesta sexta-feira (10/7) para o lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes ao Senado. Com o PSDB fora da disputa presidencial, a presença ou ausência de Ciro no ato do aliado bolsonarista passa a ser um gesto político difícil de ignorar.






