Segundo Aécio, a legenda chegou a discutir nomes para a disputa, incluindo o próprio deputado e o ex-ministro Ciro Gomes, mas a tendência agora é usar 2026 como etapa de reorganização para construir um projeto competitivo de centro para 2030.
“Depois de muitas conversas internas, tenho que afirmar, em primeiro lugar, que o PSDB caminha para não ter candidatura própria nesta eleição. Isso foi cogitado há pouco tempo”, afirmou o tucano.
A decisão confirma a dificuldade do PSDB em retomar o protagonismo nacional. O partido, que por décadas polarizou a disputa presidencial com o PT, perdeu espaço nos últimos anos em meio ao avanço da direita bolsonarista e à fragmentação do campo de centro.
Aécio também comentou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O deputado afirmou que sempre fez uma “oposição conceitual” ao petista, mas disse nunca ter sido inimigo do presidente.
“Fui governador com o presidente Lula, mas eu fazia uma oposição conceitual a ele. Mas nunca fui inimigo do Lula. Acho que o governo do PT vem fazendo mal ao Brasil”, declarou.
Ao analisar o outro campo, Aécio disse ter maior proximidade com uma agenda econômica liberal, mas ressaltou incômodo com movimentos que flertam com o autoritarismo e ameaçam o regime democrático.
A fala mostra a tentativa do PSDB de se posicionar fora da polarização direta entre lulismo e bolsonarismo. Sem candidatura própria à Presidência da República em 2026, o partido busca sobreviver politicamente, reorganizar sua identidade e preparar terreno para voltar ao debate presidencial em 2030.






