Caso Marielle: polícia cumpre cinco mandados de prisão

2 Min. de Leitura
CORRECAO CREDITO RIO DE JANEIRO 24/10/2017 METROPOLE VEREADORA ASSASSINADA Vereadora Marielle Franco (PSOL RJ) durante Debate Público: Medidas Socioeducativas em Meio Aberto na Camara Municipal do Rio de Janeiro - A vereadora Marielle Franco (PSOL) foi assassinada a tiros, na noite desta quarta-feira (14), no bairro do Estácio, no Centro do Rio. O motorista, que guiava o carro, também foi baleado e morreu. Foto:Mário Vasconcellos/CMRJ

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem hoje (03/10) cinco mandados de prisão em um desdobramento das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março do ano passado. Um dos mandados está sendo cumprido contra o policial reformado Ronnie Lessa, acusado de participar dos homicídios.

Os outros alvos são a mulher de Ronnie, Elaine Lessa, o cunhado dele, Bruno Figueiredo, Márcio Montavano e Josinaldo Freitas. Eles são acusados de obstrução de Justiça, porte de arma e associação criminosa.

Segundo a Polícia Civil, o grupo teria ocultado armas usadas pelo grupo de Ronnie, entre elas a submetralhadora HK MP5, que teria sido usada para matar Marielle e Anderson.

De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios (DH) da capital, em março deste ano, dois dias depois das prisões de Ronnie e do ex-policial Élcio de Queiroz, outro acusado de matar Marielle e Anderson, o grupo teria jogado as armas no mar. Sob o comando de Elaine Lessa, conforme a polícia, o armamento foi descartado próximo às ilhas Tijucas, na altura da Barra da Tijuca.

Para a DH, Montavano tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na zona oeste do Rio, levou-a até Freitas, que havia contratado o serviço de um taxista para transportá-la até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano.

Já Bruno Figueiredo é acusado de ajudar Montavano na execução do plano. Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho, segundo a Polícia Civil./AB

Compartilhar Notícia