Quando surgiram as primeiras declarações de um suposto estupro do craque Neymar da seleção brasileira, o presidente Jair Bolsonaro saiu na defesa do atacante, foi ao estádio para dar apoio moral e como se não bastasse, após Neymar se machucar, o presidente ainda foi ao hospital bater foto ao lado do jogador da seleção brasileira.
Quando surgiram os primeiros movimentos sísmicos do mundo político após a revelação das conversas atribuídas a Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros lava-jatistas que sugerem envolvimento do ex-juiz e atual ministro da Justiça,Sergio Moro, em atitudes que levantam suspeitas sobre a parcialidade do julgador, o fato que mais chama a atenção é o silencio do presidente Jair Bolsonaro sobre o caso. Logo ele, que mete o dedo em tudo e não deixa passar nada sem comentar em suas redes sociais.
Moro até aqui só pôde contar com manifestações de militares com assento no governo, do vice Hamilton Mourão e de Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Fora disso, o que mais se ouviu foram sussurros incomodados.
A revolta petista contra Sérgio Moro, o medo da classe política que ainda não foi enrolada pela Lava Jato e o medo do Planalto em achar que Moro quer a cadeira de presidente em 2022, tem deixado o ex-juiz cada vez mais isolado.
(Ceará Notícias, Reginaldo Silva)






