O “novo PSDB” será comandado pelo ex-deputado federal e ex-ministro Bruno Araújo, que foi eleito nesta sexta-feira (31/05) em Brasília com o objetivo de colocar em prática as diretrizes dos tucanos capitaneados pelo governador de São Paulo, João Doria.
Doria foi recebido pela militância tucana no evento aos gritos de “Brasil pra frente, Doria presidente”. O partido também deixou claro que vai adotar uma postura independente em relação ao governo federal de Jair Bolsonaro. Fará oposição quando achar necessário.
A tensão entre a velha guarda tucana e aliados de Doria ficou evidente, por meio de discursos e de uma briga. Dois grupos da juventude do partido, um ligado ao governador paulista e outro ligado e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, trocaram agressões físicas.
A confusão começou quando o grupo de Doria vaiou a nova presidente da juventude tucana, Júlia Jereissati, sobrinha do senador Tasso Jereissati e representante do grupo opositor.
Aliados de Doria estavam vestidos com camiseta amarela e boné azul, onde se lia “novo PSDB”. Já o grupo próximo a Alckmin questionava se a alegada renovação era real. Questionavam, em tom de ironia, se os “cabeças-pretas” não eram apenas cabelos brancos tingidos.
O senador Tasso disse que a transição é importante e representa a superação de “um período difícil”. “Renovar não é só idade, é ideias. Cabeça nova, hábitos, comportamento político. Tem muita gente nova. Muita gente boa, que tem condições de levar o partido no seu rumo verdadeiro”, afirmou.
Representantes do DEM, MDB, PP, PL (ex-PR) e PRB participaram da convenção.






