O relator pediu à Corte a unificação dos dois processos que tramitavam em paralelo; ambos investigando abuso de poder político e econômico, o que foi aprovado por unanimidade. Após a leitura do voto de Leonardo Oliveira, o desembargador Emanuel Leite Albuquerque pediu vistas do processo, adiando a conclusão do julgamento para a próxima sexta-feira (14/11).
O voto do relator seguiu a decisão de primeira instância do juiz Gustavo Henrique Cardoso, da 27ª Zona Eleitoral de Juazeiro do Norte, que havia decidido pela cassação de Glêdson e Tarso em ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), relacionada à arrecadação e gastos ilícitos de campanha e abuso de poder político e econômico. A única divergência foi a exclusão da multa aplicada.
Durante a sustentação oral, o advogado de defesa, Damião Tenório, classificou a decisão da primeira instância como “a mais medonha da história da Justiça Eleitoral do Ceará”, criticando duramente a cassação. Segundo ele, o prefeito Glêdson Bezerra “lutou contra grandes forças políticas” e agora enfrenta uma tentativa de “vitória no tapetão”.
“Foi a decisão mais medonha, teratológica e estapafúrdia da história da Justiça Eleitoral do Ceará. Sabem contra quem esse ex-policial civil lutou nas eleições? Lula, Camilo, Elmano, todos os deputados federais e estaduais. Não conformados com a derrota fragorosa, querem trazer aqui pro tapetão”, afirmou o advogado.
Com o pedido de vistas, o julgamento será retomado na sexta-feira (14/11), quando os demais membros do TRE-CE apresentarão seus votos. O caso é acompanhado de perto por lideranças políticas do Cariri e deve ter forte repercussão no cenário eleitoral do estado.
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