As investigações começaram em 2020, após a prisão em flagrante de três indivíduos em Crateús/CE, portando celulares, notebooks, cartões bancários e chips usados nas fraudes. A análise bancária revelou que o grupo movimentou cerca de R$ 25 milhões em operações suspeitas. Foram identificados mais de 70 processos de contestação de fraudes, sobretudo contra a Caixa, com prejuízo de R$ 224 mil. Pagamentos de boletos fraudulentos somaram R$ 321.867,32, elevando o total das fraudes para R$ 546.551,45.
O grupo utilizava dados pessoais de vítimas para abrir contas digitais e realizar transferências indevidas. Com a quebra dos sigilos bancário e telemático, confirmou-se a estrutura da organização criminosa, que, após o fim do Auxílio Emergencial, diversificou seus golpes. Os principais membros atuavam como operadores e recrutadores de contas bancárias, utilizando familiares e pessoas próximas como “laranjas” para ocultar os verdadeiros beneficiários.
De acordo com as informações da PF estão sendo cumpridos 6 mandados de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão e 8 de bloqueio de bens, todos expedidos pela Justiça Federal no Ceará.






