Consta na agenda entrevistas para redes de rádio e de televisão locais, ele participará de encontros com políticos da região. Em Campina Grande, cidade nordestina que historicamente impõe derrotas ao PT, Moro terá um encontro com 160 empresários, parte deles antigos apoiadores de Bolsonaro.
Na bagagem críticas ao governo Bolsonaro que classifica como “muito ruim” e o discurso de construção de uma alternativa a polarização Lula-Bolsonaro.
“É um governo que não entregou o que prometeu. Prometeu combate a corrupção, o que você tem foi proteção à família [do presidente]. Prometeu crescimento econômico, o que você tem é estagnação. Prometeu que o PT não voltaria. Foi Bolsonaro que ressuscitou Lula e o PT. Se fosse um governo melhor, não haveria discussão sobre Lula e o PT”, disse ele.
Também está no roteiro de Moro uma visita ao Ceará neste início de ano.
No Ceará, de acordo com a Folha de são Paulo há conversas em curso com o deputado federal Capitão Wagner (Pros), um dos poucos candidatos que teve apoio público do presidente Jair Bolsonaro na campanha municipal de 2020, quando concorreu à Prefeitura de Fortaleza.
Wagner negocia sua migração para a União Brasil, mas enfrenta resistências de setores do DEM cearense que são ligados ao governador Camilo Santana (PT) e ao presidenciável Ciro Gomes (PDT).
Dirigentes do DEM afirmam que uma possível candidatura de Capitão Wagner ao governo não empolga e que a legenda está focada em ampliar a sua bancada de deputados federais no estado.
Outra opção seria lançar a candidatura ao governo do estado do senador Eduardo Girão (Podemos), outro eleito na onda bolsonarista.
Em meio de mandato no Senado, o senador poderia concorrer ao governo sem sobressaltos, mas teria dificuldade de montar um palanque amplo, já que enfrenta resistências até mesmo entre opositores do governador Camilo Santana.
EM TEMPO
Em contato com a assessoria do senador Eduardo Girão, ela afirma que o mandato do senador sempre manteve uma coerência de posicionamentos, voltados para a bandeira anticorrupção e vai manter a mesma linha, agora apoiando a candidatura do ex-juiz Sérgio Moro. Em relação ao governo do Estado, Eduardo Girão mantém uma frente de apoio a pré-candidatura de Capitão Wagner e oposição à família Ferreira Gomes.






