Trump, que anunciou na noite de segunda-feira, 23, a trégua, mediada pelos EUA e pelo Catar, disse também que não está feliz com nenhum dos dois países.
“Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas realmente não estou feliz com Israel”, afirmou o presidente americano.
Trégua mediada por Trump
O cessar-fogo no conflito entre Israel e Irã anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda, 23, ocorreu após uma ligação do republicano com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.
A informação é da agência de notícias Reuters, com base na declaração de um alto funcionário da Casa Branca.
O funcionário, que forneceu detalhes do cessar-fogo sob condição de anonimato, disse que Israel concordou com o cessar-fogo desde que o Irã não lance novos ataques. O Irã sinalizou que cumpriria o acordo, afirmou o funcionário.
Estavam em contato direto e indireto com os iranianos o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, ainda de acordo com o funcionário.
A agência Reuters informou, também, que Trump e o vice-presidente J.D. Vance discutiram uma proposta de cessar-fogo entre Israel e Irã com o emir do Catar. A conversa ocorreu após o ataque iraniano a uma base americana no país, nesta segunda-feira.
Segundo a Reuters, uma fonte com conhecimento das negociações afirmou que Trump disse ao emir que Israel havia concordado com o cessar-fogo. Durante o diálogo, o presidente americano também pediu ajuda do Catar para convencer o Irã a aceitar o acordo. Horas depois, no entanto, o chanceler do país negou que um cessar-fogo havia sido fechado.
Troca de ataques
A televisão estatal iraniana anunciou o início de um cessar-fogo com Israel na manhã desta terça-feira, 24, horas depois de o presidente Donald Trump anunciar que um acordo havia sido alcançado. Antes de confirmar o acordo de trégua, o governo israelense afirmou que o Exército iraniano seguia lançando mísseis contra Israel.
Cinco bombardeios foram registrados momentos antes das 4h (pelo horário local), prazo citado pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, para o fim das agressões, caso Israel também concordasse em interromper o conflito.
Israel também realizou ataques contra o Irã na noite de segunda-feira, com as Forças de Defesa de Israel ordenando aos cidadãos que se retirassem de dois bairros em Teerã. Fortes explosões foram ouvidas em partes da capital iraniana, informou a agência de notícias estatal iraniana
Após os ataques, Trump voltou às redes sociais para afirmar que o cessar-fogo entre Irã e Israel já estava em vigor. “Por favor, não o violem!”, escreveu.
Apesar do anúncio, um dos bombardeios iranianos atingiu um prédio residencial no sul de Israel, deixando cinco mortos, oito feridos e causando graves danos na região de Beersheba.
“Duas pessoas com ferimentos moderados foram evacuadas para um hospital, e aproximadamente seis pessoas com ferimentos leves foram tratadas no local”, explicou a organização em publicação no X.
Mais tarde, o governo de Israel disse ter concordado com o acordo de cessar-fogo anunciado por Trump. Ainda assim, o principal porta-voz do Exército israelense, Brig. Gen. Effie Defrin, disse em uma declaração televisionada que os militares e a força aérea permaneceriam em alerta máximo para qualquer violação do cessar-fogo.
Duas horas depois do início da trégua, mísseis iranianos foram identificados pelos militares de Israel. O ministro da defesa israelense, Israel Katz, disse que o Irã “violou completamente” o cessar-fogo e prometeu dar uma resposta. O exército iraniano nega ter disparado. /AE






