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Tragédia no Rio: chuva de 323mm deixa dez mortos e rastro de destruição

Em 24 horas, a chuva no Rio que deixou dez mortos chegou a 323 milímetros, conforme o Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). Em abril de 2010, no temporal que deixou 230 mortos na tragédia do morro do Bumba, o registro foi de 304,6 milímetros. 

Nas últimas 24 horas, o Rio de Janeiro viveu momentos de apreensão em decorrência dos fortes temporais que atingem o estado. Houve mortes, desespero e moradores ficaram isolados. Ruas se transformaram em rios, carros foram arrastados pelas enxurradas, houve deslizamentos de terra e áreas inteiras ficaram encobertas pela água.

O município do Rio, por exemplo, está em estágio de crise há quase 24 horas – terceiro nível em uma escala de três, o que significa chuva forte a muito forte nas próximas horas, podendo causar alagamentos e deslizamentos. A chuva começou a diminuir de intensidade agora à noite. A previsão é que a chuva nesta quarta-feira (10) seja fraca, moderada e isolada.

Especialistas do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) confirmaram que a chuva foi atípica. Mas também apontaram a falta de preparo da cidade para enfrentar tempestades. Houve registro de bueiros entupidos de lixo, sistemas de drenagem de água obsoletos e demora das autoridades para emitir alertas e deslocar equipes de socorro. A CPI das Enchentes, da Câmara, anunciou que vai convocar o prefeito Marcelo Crivella (PRB) a dar explicações.

Crivella reconheceu que houve demora no atendimento à população. Mas também culpou o excesso de chuva, o horário da tempestade, a falta de investimento “histórica” na cidade. E reclamou de suposta falta de ajuda do governo federal. “Nossas parcerias com o governo federal, neste primeiro ano de Bolsonaro, praticamente pararam”, sustentou.

 

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