Maurício Camisotti, suspeito de ser sócio oculto de uma das associações envolvidas no esquema, também foi preso. O escritório do advogado Nelson Willians foi alvo de buscas.
A Operação Cambota cumpre 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro Andre Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa de Camisotti afirma que “não há qualquer motivo que justifique sua prisão”, enquanto a de Nelson Willians alega que sua relação com investigados na fraude “é estritamente profissional e legal”. Os representantes de Antonio Carlos Camilo Antunes foi procurada, mas não respondeu. O espaço segue aberto.
Segundo uma fonte envolvida na operação, havia risco de fuga de “Careca” e de Camisotti, por isso houve a determinação da prisão.
O “Careca do INSS” foi um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril. Segundo a PF, pessoas e empresas relacionadas ao lobista receberam R$ 48,1 milhões de associações suspeitas de descontos indevidos em benefícios de aposentados, além de R$ 5,4 milhões de empresas ligadas a essas entidades, totalizando R$ 53,5 milhões em desvios.
“Careca” teria repassado R$ 9,3 milhões a servidores do INSS suspeitos de corrupção. Ele é descrito no inquérito da PF como “pagador de vantagens indevidas” e alguém “profundamente envolvido no esquema de descontos ilegais”.
Maurício Camisotti é suspeito de ser sócio oculto da Asssociação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), entidade apontada como a terceira maior beneficiária da fraude no INSS. Camisotti é acusado de operar lavagem de dinheiro.
O escritório Nelson Willians entrou na mira da investigação porque recebeu pagamentos de envolvidos no esquema e fez uma transferência ao empresário Maurício Camisotti. A PF suspeita que as operações tinham o objetivo de lavagem de dinheiro.
Na sede do escritório, em São Paulo, a PF apreendeu diversas obras de arte. No endereço de um ex-diretor do escritório, em Brasília, a PF apreendeu dinheiro vivo e carros de luxo, incluindo uma Ferrari.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE ANTONIO CARLOS CAMILO ANTUNES
A defesa foi procurada, mas não respondeu. O espaço está à disposição.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE MAURÍCIO CAMISOTTI
A defesa do empresário Maurício Camisotti afirma que não há qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação relacionada à investigação de fraudes no INSS.
Os advogados chamam a atenção para a arbitrariedade cometida durante a ação policial: Camisotti teve seu celular retirado das mãos no exato momento em que falava com seu advogado. Tal conduta afronta garantias constitucionais básicas e equivale a constranger um investigado a falar ou produzir prova contra si próprio.
A defesa reitera que adotará todas as medidas legais cabíveis para reverter a prisão e assegurar o pleno respeito aos direitos e garantias fundamentais do empresário.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE NELSON WILLIANS
Em relação ao mandado de busca e apreensão cumprido nesta data, Nelson Wilians esclarece que tem colaborado integralmente com as autoridades e confia que a apuração demonstrará sua total inocência./AE
(Foto: Reprodução)






