André Fernandes esteve em Uiraponga e afirmou que a realidade encontrada no distrito seria diferente da apresentada anteriormente pelo Governo do Estado. Segundo o parlamentar, muitas famílias ainda não conseguiram retornar às residências e parte dos moradores segue enfrentando dificuldades para retomar a normalidade.
A publicação repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a situação da comunidade, que ganhou notoriedade após episódios de violência relacionados à atuação de facções criminosas e ao deslocamento de moradores.
Em resposta, Naiara Castro publicou vídeo nas redes sociais afirmando que mais de 80 famílias já retornaram às suas casas depois do período de deslocamento provocado pela violência. A prefeita contestou a versão apresentada pelo parlamentar e mostrou moradores circulando, comércio em funcionamento e uso dos espaços públicos no distrito.
Segundo a gestora, os dados sobre o retorno das famílias foram levantados pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde e por agentes comunitários que atuam diretamente em Uiraponga. Naiara defendeu que o distrito apresenta sinais concretos de retomada da rotina e que o debate precisa considerar a realidade acompanhada diariamente pelos profissionais do município.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que Uiraponga conta atualmente com policiamento fixo e reforço permanente das forças de segurança. Segundo a pasta, há equipes do Policiamento Ostensivo Geral e do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades, além de patrulhamento do Bepi e do CPRaio.
Ainda conforme a SSPDS, o distrito é monitorado por cinco câmeras de videomonitoramento e conta, na área da Polícia Civil, com um delegado e dez oficiais investigadores. Em todo o município de Morada Nova, o efetivo soma 148 policiais civis e militares, com viaturas e motocicletas utilizadas nas operações.
O caso mostra que Uiraponga deixou de ser apenas uma pauta de segurança e se tornou um símbolo político. Para a oposição, o distrito representa a tentativa de expor fragilidades do Governo do Estado. Para a gestão municipal e as forças de segurança, é a vitrine de uma resposta institucional em andamento realizada com compromisso e responsabilidade.
Entre uma narrativa e outra, a população segue sendo o ponto central de uma disputa que exige menos espetáculo e mais compromisso com estabilidade, transparência e proteção permanente.






