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Ceará Notícias > Blog > Destaques > STF anula sentença de Moro que condenou Aldemir Bendine na Lava Jato
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STF anula sentença de Moro que condenou Aldemir Bendine na Lava Jato

Ultima atualização: 28/08/2019 8:43 AM
Redação
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2 Min. de Leitura
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A 2ª turma do STF anulou nesta terça-feira, 27/08, decisão que condenou o ex-presidente da Petrobras Ademir Bendine por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação havia sido imposta pelo ex-juiz Federal Sergio Moro, no âmbito da operação Lava Jato.

Para a maioria dos ministros da 2ª turma, houve cerceamento da defesa na análise do caso.

Durante o julgamento de agravo regimental em HC, o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende Bendine, sustentou que, no processo penal, o réu tem o direito de se defender e de rebater todas as alegações com carga acusatória.

Segundo o advogado, o acusado tem o direito de falar por último, independentemente de onde vier a acusação, sob pena de configuração do cerceamento de defesa. Lembrou ainda que a condenação foi confirmada, com redução de pena, pelo TRF da 4ª região, sem acolhimento da questão trazida no HC impetrado no Supremo.

O ministro Edson Fachin votou no sentido de negar provimento ao recurso, por entender que não existe previsão legal para a apresentação de alegações finais em momentos diversos por corréus delatores e delatados. Segundo o ministro, como a colaboração premiada é uma das estratégias que pode ser usada pela defesa, a opção por esse instituto não autoriza que o juiz faça distinção entre colaboradores e não colaboradores.

O ministro Ricardo Lewandowski, por sua vez, divergiu do relator, ao considerar que ficou configurado constrangimento ilegal. Segundo o ministro, o direito ao contraditório e à ampla defesa deve permear todo o processo penal, inclusive no momento do oferecimento das alegações finais.

Como a colaboração premiada é meio de obtenção de prova, entendeu que a fixação de prazo simultâneo gera prejuízo à defesa, especialmente porque, no caso, a sentença condenatória foi desfavorável ao acusado.

“É irrefutável a conclusão de que, sob pena de nulidade, os réus colaboradores não podem se manifestar por último, em razão da carga acusatória de suas informações.”

A divergência foi acompanhada pelos ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia.

 

 

 

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