Essa soma de fatores leva a um cenário difícil e muitas vezes impossível de superar, chegando até o mais extremo dos atos: o suicídio. Sim, apesar dos tabus que cercam o tema, é preciso entendê-lo a fim de elaborar políticas públicas eficazes.
Para dar mais visibilidade a esse assunto, existe, desde 2014, a campanha Setembro Amarelo, que em 2023 tem como mote “Se precisar, peça ajuda”. Organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina, ela mobiliza entidades de todo o País com o objetivo de prevenir o suicídio e conscientizar sobre a necessidade de cuidado com a saúde mental.
E a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) mais uma vez abraça a causa com a realização de uma série de atividades, tanto internamente quanto em diálogo com a sociedade, para estimular a prevenção do adoecimento e a elaboração de políticas públicas e leis que contribuam para o desenvolvimento de ações na área da saúde mental.
NÚMEROS DE OCORRÊNCIAS NO CEARÁ
Ao longo da última década, o Ceará teve um aumento de 27,6% na taxa de suicídio – passando de 5,8 óbitos/100 mil habitantes em 2010 para 7,4 óbitos/100 mil habitantes (ver gráfico abaixo). É o que aponta o Boletim Epidemiológico “Mortalidade por Suicídio e Notificação por Lesão Autoprovocada”, divulgado pela Secretaria da Saúde do Ceará em 2022.

É possível perceber ainda uma grande diferença nas taxas, a depender do gênero. Em 2021, por exemplo, a taxa de mortalidade entre as mulheres foi de 2,9 óbitos por 100 mil pessoas, enquanto que entre os homens ela salta para 12,2 óbitos por 100 mil pessoas.
Já entre os jovens são observadas questões como violência sexual, bullying, impulsividade, desesperança, uso abusivo de álcool e outras drogas, além de integrar determinados grupos vítimas de preconceitos, como LGBTQIAP+, negros e indígenas./Alece






