O deputado teve o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por um acordo costurado em 2024. A candidatura do petista teve o endosso de 12 partidos.
Na terça-feira, 14, o petista havia recebido 303 votos favoráveis na Câmara e derrotou os deputados Elmar Nascimento (União-BA), Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Gilson Daniel (Podemos-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).
Após negociações nos bastidores, as duas mulheres que concorriam à vaga retiraram a candidatura antes da votação: Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Segundo Soraya, houve um acordo de líderes da direita para que, na próxima vaga ao TCU aberta, eles indiquem uma mulher.
Em seu discurso de vitória, Odair comentou o risco de ver o acordo com Motta ser prejudicado por traições, e comemorou a manutenção do que havia sido combinado.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a retirada da candidatura de Soraya também fez parte de um acordo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tivesse apoio do União Brasil na disputa ao Palácio do Planalto. O PL direcionou seus votos para o candidato do União.
Motta atuou para eleger o petista. Ele entrou em campo para impedir traições e, nos últimos dias, ligou para parlamentares para pedir voto em Cunha, segundo relatos.
Um aliado de Motta afirmou que uma eventual derrota de Odair cairia, em parte, no colo do presidente da Câmara, que estava dedicado à missão de elegê-lo. Também criticou a gestão de Motta na Casa, o que, segundo ele, teria deixado a disputa mais imprevisível ao desagradar os parlamentares./AE
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