De acordo com o monitoramento, foram 15 milhões de interações até a tarde desta terça (2). Do total, 78% foram de “sentimento negativo” contra Trump e a família Bolsonaro. Outras 11,7% expressavam sentimentos positivos, e 10,3%, neutros.
Nesta terça, o governo Trump concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e propôs tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, atacando também o Pix.
Nas primeiras cinco horas depois do anúncio, a AtivaWeb registrou 8,6 milhões de menções ao tema e considerou que “a narrativa de ‘traição ao Brasil’ explode nas redes”. Três horas depois do primeiro levantamento, o número de menções quase dobrou.
Diante da repercussão, o pré-candidato Flávio Bolsonaro, que esteve com Trump na semana passada, enviou carta aos EUA pedindo que não sejam impostas tarifas adicionais ao Brasil. Já Lula o associou à medida e disse que Flávio é imbecil e traidor da pátria.
De acordo com a AtivaWeb, “a defesa da soberania nacional tornou-se o principal vetor de mobilização emocional” nas redes sociais depois do anúncio da medida dos EUA contra o Brasil.
“Com 74,2% de sentimento positivo, foi o único bloco narrativo a gerar consenso amplo. O tema transcendeu o debate partidário e conectou eleitores de diferentes espectros políticos em torno de um ideal comum”, segue a análise.
De acordo com a AtivaWeb, o crescimento das menções envolvendo a família Bolsonaro e os interesses nacionais “foi um dos fenômenos mais relevantes do monitoramento”.
Houve rejeição ao comportamento deles, por causa da “percepção de que disputas políticas internacionais poderiam gerar consequências para a economia brasileira”.
Do total de interações sobre os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, até o começo da tarde, quando as interações ainda estavam no patamar de 8 milhões, 69% expressaram sentimentos negativos, 18%, positivos, e 14%, neutros. Houve, segundo a AtivaWeb, “rejeição à percepção de conspiração e traição aos interesses nacionais”.
Donald Trump também foi fortemente condenado nas redes. “O presidente americano apareceu como um dos principais personagens do debate. Aqui, o sentimento negativo não se dirige ao tema internacional em si, mas às ações de Trump, à sua pressão sobre o Brasil e à interferência percebida nos interesses brasileiros”, diz o reltório.
“Por isso, a rejeição cresce de forma significativa, chegando a 62,9%, especialmente quando o debate destaca impactos econômicos e políticos para o país”, conclui o relatório./Folha SP
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