Durante o depoimento o juiz lembrou de um episódio vivenciado por ele na época em que era professor universitário. “tinha aluna que chegava se esfregando em mim… esfregando a vagina em mim… aqui não tem criança, aqui é todo mundo adulto… e dizia professor não sei o que… E eu dizia: minha filha é o seguinte: quando eu deixar de ser seu professor, você faça isso aqui comigo”.
A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, por meio de sua procuradora, a deputada estadual Lia Gomes, condenou a atitude do juiz: “os comentários fomentam um discurso discriminatório contra as mulheres, culpabilizam as vítimas e as expõem a mais uma violação de direitos. Falas como essas, expressas por uma autoridade que deveria garantir justiça às vítimas de abuso sexual, apenas dificultam que mulheres em situação de violência realizem denúncias, reforçando a cultura de descredibilização da vítima. Essa cultura precisa ser desconstruída e os órgãos do poder público devem garantir a segurança das vítimas que denunciam seus agressores”, defendeu Lia Gomes.
A Procuradoria Especial da Mulher finaliza a Nota assumindo o compromisso de lutar pelo fortalecimento das políticas públicas para as mulheres no enfrentamento à violência de gênero.
Confira a Nota da Procuradoria Especial da Mulher da Alece:








