Com a recondução da ala de Roberto Cláudio a presidência da legenda, com o apoio do prefeito Sarto e a possível ida de Ciro Gomes que ainda não se manifestou publicamente após a eleição de Lula, o quadro político cearense vai se desenhando.
Sarto vai para reeleição e Ciro deve assumir essa postura de liderar a oposição a Elmano e ao PT em Fortaleza.
Quanto a relação do presidente licenciado da legenda e ministro da Previdência, Carlos Lupi, que faz parte da base do governo federal, vai funcionar mais ou menos assim: uma ala abraça o governo e a outra faz críticas construtivas e mantém a autonomia nos estados, sobretudo, no Ceará. Se o governo decolar, a ala governista passa a liderar, se o governo for mal, o PDT continua como alternativa. É uma espécie de sobrevivência da sigla no estado, sem que seus principais caciques tenham que deixar o partido.
Já aqueles que não tem a intenção de apoiar Sarto, deverão em abril do próximo ano deixar a legenda e buscar novos ares.
Aguardemos a Convenção e o discurso de Ciro, que deve fazer sua primeira aparição pública com seu posicionamento em relação ao governo federal e ao governo estadual.







