PRÉ-CANDIDATO GUILHERME BOULOS
Nome completo: Guilherme Castro Boulos
Nasceu em São Paulo, em 19 de junho de 1982. Tem 35 anos, sendo o mais jovem dos pré-candidatos à Presidência da República.
Profissões: Professor, escritor.
Formação
Graduação em Filosofia pela USP (2000-2006).
Mestrado em Medicina (em Saúde Mental, pela USP) (2014-2017). Tema: sintomas depressivos relacionados à participação coletiva em ocupações de sem tetos. Orientador: Francisco Lotufo Neto. Foi bolsista da CAPES.
Especialização em Psicologia Clinica pela PUC/SP, Título: O Lugar da Razão na Psicanalise. Orientadora: Adela Gueller Stoppel.
Filiações partidárias
PCB (desfiliou-se em 31.7.2000). PSOL (desde março de 2018).
Atividades profissionais
2006-2008 – Professor (Filosofia), Escola Estadual Maria Auxiliadora.
2010-2010 – Professor (Filosofia),Escola Estadual Antonio Rui Cardoso.
2011 -2011 – Professor (Teoria Política), Faculdade Mauá.
2013 – – Professor, Escola de Educação Permanente da FMUSP.
2014- – Universidade de São Paulo.
2014 – 2017 – Colunista da Folha de São Paulo.
Dados sobre trajetória política e profissional:
Iniciou sua militância política aos quinze anos. Integrou a União da Juventude Comunista.
2000 – Assinou documento (com outras 16 pessoas) desligando-se do Partido Comunista Brasileiro (PCB), por entender que a agremiação não oferecia uma perspectiva revolucionária real. No mesmo documento, definiram o PC do B como uma “organização oportunista”.
2002 – Deixou a casa de classe média para morar em uma ocupação do MTST (a Carlos Lamarca, em Osasco).
2002 – Participou em Buenos Aires de movimento contra a grave crise pela qual passava então a Argentina. Aproximou-se do grupo “Piquetero”.
2003 – Passagem pela Argentina aumentou-lhe o interesse pela psicanálise.
2003 – 2017 – Participou ou coordenou a ocupação pelo MTST das seguintes áreas: (2003) terreno da Volkswagen em São Bernardo do Campo; (2004) “ Pinheirinho” em São José dos Campos; (2005) “Chico Mendes”, em Taboão da Serra; (2007) “Antonio Cândido”, na fronteira da Zona Sui de SP; (2008) “Frei Tito”, em Campinas; (2010) Reocupação da área “Chico Mendes”, Taboão da Serra, rebatizada como “Ocupação Che Guevara”; (2011) Hortolândia, Campinas; “Novo Pinheirinho”, Santo André; (2013) Pistão Sul, Taguatinga, DF; (2015) ocupação em Porto Alegre; (2017) “Povo Sem Medo”, diante da montadora Scania, em São Bernardo do Campo.
2014 – Participou de manifestações contra a realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil.
2014 – Foi um dos fundadores da Frente Povo sem Medo, uma articulação do MTST com mais de vinte movimentos sociais.
2016 – Foi homenageado pela Câmara dos Deputados com a Medalha do Mérito Legislativo.
2018 – (10.3) indicado pré-candidato do PSOL à Presidência da República com 87 votos, contra 27 de Plínio de Arruda Sampaio e 7 de Nildo Ouriques. Pré-candidata a vice a ativista indígena Sônia Guajajara.
2018 – (10.3) Recebe mensagem de ex-presidente Lula: “Você sabe o quanto eu te respeito, o quanto gosto de você pessoalmente e o quanto acho você uma pessoa de muito futuro na política. Jamais vou pedir para não ser candidato” (fonte:Carta Capital)
No mesmo evento, Boulos declarou que “queremos, dar voz a indígenas, negros e negras, aos sem teto, artistas, mulheres, à comunidade LGBT, a toda essa gente que resiste e me inspira”,
Seu ingresso no PSOL é tão recente, que até agora (10de abril) o site oficial do Partido na Internet contém parquíssimas informações sobre seu pré-candidato. Cheque: http://www.psol50.org.br/
Plataforma:
Instalação do poder popular.
Luta contra o capital e o Estado que representa os interesses capitalistas.
Direito à moradia e condições de vida dignas.
Reforma Urbana, uma luta fundamental contra os interesses do capital.
Nova lei do Inquilinato.
Reforma Agrária.
Plebiscitos sobre temas fundamentais.
Reforma Tributária (imposto sobre lucros e dividendos, imposto sobre grandes fortunas e sobre herança).
Reforma Político (aumento da participação popular).
Auditoria da Dívida.
Democratização dos meios de comunicação.
Revisão do programa de desestatização e concessões.
Posições políticas
Uma vez que nunca exerceu cargos eletivos, partimos do pressuposto que suas convicções e propostas confundem-se com a da entidade da qual é dirigente – o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) -, cujos objetivos (“as linhas políticas do MTST) são explicitadas em seu site na Internet, resumidos a seguir:
a) “Somos um movimento territorial dos trabalhadores” (…) “O MTST atua nas periferias para fazer a luta por nossos direitos. Por isso é um movimento territorial”; b) objetivo principal é a luta contra o capital e o Estado que representa seus interesse; c) busca-se a construção de um poder popular; d) transformação profunda no modo como as cidades estão organizadas; e) atuação se dará “pela luta direta contra nossos inimigos”; f) ocupação de terras urbanas como forma de ação mais importante. “As ocupações são sempre acompanhadas de uma pressão focada nos órgãos do Estado, com marchas e ocupações de prédios públicos.” g)- “ forma de ação estratégica para o MTST são os bloqueios de rodovias e avenidas importantes”, ações que “afetam o coração do sistema, gerando enormes prejuízos aos ricos e fazendo com que nossas reivindicações ganhem uma importância maior”, (….) “ Imaginem todas as principais vias do paradas! E paradas não por horas, mas por dias!”; h)“Apostamos na alternativa da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos”; i)
– “Brasil precisa de uma transformação profunda. É o que chamamos de Reformas Populares. As principais delas são: Reforma Tributária (reduzir impostos para os trabalhadores e aumentar para os ricos), Reforma Política (aumentar a participação do povo nas decisões), Auditoria da Dívida (acabar com o “Bolsa Banqueiro”, que leva boa parte do dinheiro público), Democratização dos meios de comunicação e Reformas Urbana e Agrária (distribuição das terras na cidade e no campo).”
Íntegra:
http://www.mtst.org/quem-somos/as-linhas-politicas-do-mtst/
2016 – Exposição de Boulos na ASSIBGE: a) é necessário um novo ciclo de mobiliza~~ao social (…) “é preciso base social, trabalho de base. Esse espaço foi tomado nas periferias e avelas pelos evangélicos neo-pentecostais”; b) “Não se trata de jogar no lixo o PT e sua história, o que não podemos também é aceitar o discurso da vítima, de recompor o PT e seu projeto dos 13 anos do governo petista. É o momento de condenar o golpe, mas também de fazer um balanço crítico desses 13 anos”.
Registros na imprensa
8.4.2018 – Boulos criticou a ausência do pré-candidato Ciro Gomes (PDT) no ato religioso que antecedeu a prisão do ex-presidente Lula. (Fonte: O Estado de São Paulo – OESP).
8.4.2018 – Evitou afirmar que seja o herdeiro do espólio político de Lula. Disse que tem diferenças com o projeto do PT. (OESP).
7.4.2018 – Boulos e Manuela D’Ávila (PC do B) foram saudados pelo ex-presidente como o futuro do campo político por ele liderado desde os anos 80. (Carlos Rollsing, Zero Hora).
7.4.2016: “A identificação de Lula, me parece, é com Boulos. ‘Você tem futuro, meu irmão. É só não desistir nunca’”, foi a mensagem encaminhada pelo ex-Presidente. (Ricardo Miranda, Os Divergentes).
5.4.2018 – (Referindo-se a Boulos), o deputado-federal Chico Alencar (PSOL-RJ), disse ser mais fácil o partido se coligar com movimentos da sociedade civil organizada do que com partidos políticos. “.(Jornal Metro).
1.4.2018 – Entrevista ao Jornal do Brasil, principais pontos: a) ricos devem pagar mais impostos; a classe média é vítima do atual sistema tributário; b) são 6,2 milhões de famílias sem tetos e mais de 7 milhões de imóveis desocupados; c) o (programa) Minha Casa acabou por favorecer a lógica das construtoras, contrária ao interesse dos mais pobres; d) “Socialismo é ter a coragem de enfrentar o abismo da desigualdade social e levar isso até as últimas consequências”; e) propõe imposto sobre lucros e dividendos (“que aqui existia até o governo FHC”), o imposto sobre grandes fortunas (está na Constituição, ainda sem regulamentação” e aumento do imposto sobre herana (“nos EUA a alíquoaq chega a 40%); f) deve-se reconstruir a forma de fazer política no Brasil e isso implica em colocar o povo no tabuleiro”; g) “Por que não criar conselhos com professores e estudantes, com quem está na ponta, para ajudar a definir as políticas públicas de educação? Qual é o medo que se tem da vontade popular? Voto não pode ser terceirização e cheque em branco”.
28.3.2018 – “Estão plantando as perigosas sementes do fascismo. Nós não sabemos quem foi o fulano que apertou o gatilho [contra os ônibus da caravana]. Mas sabemos que quem incentivou essas ações são responsáveis por isso. Temos que responsabilizar Jair Bolsonaro”, apontou. (jornal Vermelho, órgão oficial do PCdoB).
13.3.2018 – A indicação de Boulos e Gujajara como pré-candidatos do PSOL foram precedidos de consultas com o MTST, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) “e outros setores da sociedade civil que compõem uma ampla aliança em prol de um novo projeto para o país”.
10.3.2018 – Boulos proporá “plebiscito para revogar as reformas aprovadas no governo de Michel Temer, uma reforma tributária que cobre de quem pode pagar e deixe de estimular a desigualdade, uma regulação eficiente do setor financeiro e a radicalização da democracia.” (Carta Capital).
24.2.2018 – Matéria da agência de jornalismo investigativo Pública.sob o título “O psicanalista das massas”: Boulos: “A luta por moradia no Brasil foi certamente a principal luta urbana, para além do movimento sindical. Nós tivemos um processo de formação das cidades que nunca assegurou esse direito. E que isso continue a ser uma questão em 2017 não é qualquer coisa.”
16.6.2014 – “Boulos há tempos deixou de ser apenas um líder social. É um estrategista político, que calcula cada ato da entidade, conhecida por usar a massa como forma de pressão”. (Adriana Ferraz, OESP).
Principais Publicações:
2017: “A crise das esquerdas”, livro que reúne textos e entrevistas de vários autores; “Outra governabilidade era possível. Cinco mil dias de lulismo”.
2015 : “De que lado você está?”, dividido em três partes: “Barril de pólvora” (questões urbanas), “Estopins”, sobre questões políticas, e “Artilharia”, centrada na crítica de expoentes da conjuntura brasileira atual, entre os quaisReinaldo Azevedo, Eduardo Cunha e Gilmar Mendes.
2014: Artigos publicados na Folha de São Paulo: ‘Reinaldo Azevedo e a direita delierante’;‘ A Palestina apagada do mapa; ‘Quem são mesmo os invasores?’; ‘Os BRICs e os sem-teto”; ‘ A Batalha do Plano Diretor’; ‘Receita para acabar com as ocupações”, entre outros.
2012: “Por que ocupamos? – Uma introdução à luta dos sem-teto”, sistematiza informaçõese pontos de vista para uma discussão da questão habitacional brasileira. Artigo publicado na Folha de São Paulo: ‘Quem ganhou com o massacre do Pinheirinho?’
2011 – Artigo publicado na FSP: ‘Copa do Mundo já tem seus derrotados”; “O Lugar da Razão na Psicanálise” (Tese de Especialização).
2009 – ‘Fragmentos de uma neurose obsessiva’.






