
PONTO POLÍTICO
Reginaldo Silva- Ceará Notícias
Só existe uma vaga disponível para o Senado na base governista. A primeira foi preenchida no “Acordo de Brasília” com o aval do presidente Lula que oficializou o nome do senador Cid Gomes para disputar a reeleição e ainda ficou definido o nome de Júnior Mano como primeiro suplente.
Luizianne Lins, Eunício Oliveira e Chiquinho Feitosa ainda estão em campo disputando essa única vaga disponível, com ligeira vantagem para a ex-petista Luizianne Lins, agora na Rede.
Vamos ao que interessa, o que houve para que essa pré-candidatura de Luizianne Lins ganhasse corpo nessa reta final, já que são públicos seus desentendimentos com a maior liderança política do estado, Camilo Santana.
O primeiro movimento veio com a desistência de Guimarães para ocupar um ministério de Lula. Com a saída de Guimarães da disputa, a esquerda ficou órfã de um nome raiz, ideológico, que tem posição e defende o projeto “doa a quem doer.”
A militância petista desde o primeiro momento enxergou em Guimarães essa representação, com sua saída, Luizianne, naturalmente, herdou esse sentimento.
O segundo movimento, remete à eleição de 2024 para prefeitura de Fortaleza, Luizianne defendeu sua candidatura em todas as instâncias do partido para a prefeitura de Fortaleza e foi trocada pelo “neo-petista” Evandro Leitão.
Todos são sabedores da estreita relação de Elmano com Luizianne, mas naquele período o governador não pôde fazer muita coisa e ficou guardado aquele “sentimento” de não ter ajudado a companheira.
A saída de Luizianne do PT para a Rede também foi um recado duro ao partido, que era preciso repensar a forma de como se deve tratar os históricos aliados.
O terceiro movimento vem do desejo de Cid Gomes de ter Luizianne como companheira de chapa. Cid sabe que não empolga a militância petista e só existe uma maneira de incendiar essa militância é com um nome ideológico na majoritária, uma representação raiz, que se confunde com a própria história de Lula e do PT no Ceará.
Some-se ainda a paz selada entre Luizianne e Camilo, que terminou de pavimentar o caminho. Camilo agora é líder do PT no Senado, sua função agora é agregar valores à composição nos estados e principalmente no Ceará.
Na política, os fatos raramente mudam de uma vez. É como uma novela, as ações vão moldando os personagens e os personagens ganham força com o desenrolar da história.
O “Acordo de Brasília” definiu o primeiro nome da base governista, os movimentos políticos caminham para definir a segunda vaga.






