Raquel Lyra deixa após nove anos o PSDB, que está sob um processo de fragilização da força política nos últimos anos. A chefe do Executivo pernambucano também busca se fortalecer para uma eventual disputa em 2026 contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
No evento, Raquel agradeceu ao “partido que me acolheu nos últimos nove anos” e disse que agora “é um novo momento” no PSD. “Encontrei no PSD a acolhida necessária para ajudar na construção do partido e no fortalecimento dele no Nordeste. É um novo começo.”
Em discurso após a filiação, ela disse que é preciso “um partido que fuja de polarizações e que contribua com o futuro do nosso país”. A governadora também atacou o prefeito do Recife, sem citá-lo diretamente. “Não estamos aqui esquentando cadeira para quem acha que é dono do poder. A mudança está só começando”, pontuou.
Kassab anunciou que a governadora assumirá a presidência do partido em Pernambuco. O presidente nacional da legenda já fez um estudo do histórico político de Raquel Lyra, da força, da superação e das vitórias conquistadas, em algumas delas eram consideradas improváveis e ela acabou saindo vencedora.
Em sua fala, Kassab, surpreendeu até a própria Raquel Lyra ao dizer que Pernambuco pode sonhar com uma mulher presidente do Brasil, caso seja reeleita governadora. “Está começando um período de entregas para a população. Raquel, se reeleita governadora, no dia seguinte, Pernambuco vai perceber que o Brasil vai começar a sonhar com a hipótese de Raquel ser presidente da República”, disse o chefe do PSD.






