Kassab destacou que o PSD já trabalha com a pré-candidatura do governador do Paraná, Ratinho Junior, e demonstrou entusiasmo com a possibilidade de o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), se filiar à legenda e também se lançar como pré-candidato. “Tem condições de se apresentar para o Brasil inteiro”, avaliou o dirigente sobre Ratinho. Se Leite ingressar no partido, também passaria, segundo ele, “a ser um importante [pré-]candidato”.
O presidente do PSD e atual secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, ressaltou ainda que, com a sinalização do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de que pretende permanecer no cargo, o cenário deverá se abrir para uma multiplicidade de candidaturas à direita: “Acredito que nós teremos no primeiro turno uma ampliação do número de candidatos, não sendo o governador Tarcísio candidato”.
Kassab mencionou nomes como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil), além de possíveis candidaturas do MDB e do PL, como indicativos de uma disputa acirrada no primeiro turno, com o campo conservador buscando protagonismo no processo eleitoral de 2026.
Apesar de o PSD ocupar cargos relevantes no governo Lula — como os ministérios da Agricultura, Minas e Energia e da Pesca — o partido mantém em São Paulo uma postura mais alinhada à direita, com forte presença na gestão de Tarcísio. Kassab, inclusive, já havia demonstrado distanciamento do presidente Lula, ao afirmar em janeiro que, se a eleição fosse hoje, o petista não seria reeleito.
A declaração de Kassab reforça o reposicionamento estratégico do PSD para o próximo ciclo eleitoral, com o objetivo de se consolidar como uma das principais forças da centro-direita no país.
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