A Aneel autorizou uma revisão tarifária que prevê um reajuste médio de 4,67% para consumidores de baixa tensão, como pequenos comércios e casas; e de 9,71% para consumidores de alta tensão, como indústria.
De acordo com a Aneel, os fatores que mais contribuíram para o reajuste foram os impostos (24%), compra de energia (27,9%), distribuição de energia (28,9%) e encargos (13,4%). Os encargos setoriais são custos compulsórios incluídos na conta de luz brasileira, usados para financiar políticas do setor.
A Enel atende aproximadamente 4,11 milhões de unidades consumidoras, das quais cerca de 86% se encaixam nos grupo de consumidores de baixa tensão, como casas e pequenos comércios. Neste caso, embora o aumento médio seja de 4,67%, há diferenças de reajuste para cada tipo de consumidor. Confira:
- Residências: o aumento de 4,3%
- Consumidores rurais de baixa tensão (como fazendas e sítios): aumento de 5,53%
- Pequenos comércios: aumento de 5,45%
- Iluminação pública: aumento de 5,59%
Já os chamados consumidores de média e alta tensão, em geral indústrias e grandes comércios, representam 0,12% dos clientes cearenses. Nestes caso, haverá um aumento médio de 9,61%. Mas, para grandes consumidores de alta tensão, o reajuste chega a 12,21%.
Por meio de nota, a Enel Ceará destacou que as tarifas de energia “são definidas pela agência reguladora, a Aneel, com base em leis e regulamentos federais. O objetivo do reajuste é atualizar o valor das tarifas para acompanhar os custos do setor elétrico e manter o equilíbrio financeiro das empresas que distribuem energia”.
A Enel também destacou que apenas 28,9% da nova tarifa fica com a distribuidora – o que significa que, em uma fatura de energia no valor de R$ 100, R$ 28,90 são destinados à Enel para os custos de operação e remuneração, enquanto o resto do valor é repassado às empresas geradoras de energia, às transmissoras e aos governos federais e estaduais./g1





