O comunicado afirma:
“Informamos a todos os detentores de mandato que devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal.
Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta Federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no Estatuto.
Esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, diz o texto do documento.
A decisão marca o rompimento definitivo com o Governo Federal e abre uma série de desdobramentos no cenário político do Ceará. Parte do União Brasil e a base central do Partido Progressista apoiam o governo estadual de Elmano de Freitas (PT), mas o comunicado sinaliza uma mudança de rota que deve fortalecer o grupo de oposição.
Com a nova determinação, o comando da federação no Ceará tende a ficar sob a liderança do ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) reforçando o bloco oposicionista. A medida também aumenta as especulações sobre a possível filiação de Ciro Gomes ao União Brasil, movimento que consolidaria sua presença no campo da oposição aos governos federal e estadual.
A grande dúvida, no entanto, recai sobre o futuro dos parlamentares que integram a federação no Ceará e integram a base do governador Elmano de Freitas, qual seria o destino desse bloco dissidente da oposição, diante dessa postura mais incisiva da Federação União Progressista? Eles optarão por permanecer em seus partidos ou migrar para legendas aliadas ao Palácio da Abolição.
Enquanto isso, Ciro Gomes segue adiando sua saída do PDT, justamente para evitar que o espaço deixado por ele seja ocupado por dissidentes desse bloco de oposição que deve deixar a Federação União Progressista. O comunicado de hoje foi uma resposta direta da Federação de que sua posição de oposição já está bem definida e aquece os bastidores da política nacional e estadual prometendo novos capítulos na disputa política de 2026.







