A provocação surgiu a partir de uma pergunta simples feita a eleitores paulistas durante uma pesquisa quantitativa conduzida pelo cientista político Jairo Pimentel: “Você sabia que São Paulo nunca teve uma governadora mulher?”. O dado era desconhecido por cerca de 40% dos entrevistados, mas o que chamou atenção foi o efeito posterior. Após tomarem conhecimento da informação, parte dos eleitores alterou a intenção de voto, movimento que impacta diretamente o cenário de favoritismo de Tarcísio.
Pesquisas apontam potencial disruptivo
O levantamento foi realizado pela consultoria Quanti.Lab, ouviu mil eleitores por telefone entre os dias 22 e 23 de dezembro de 2025 e não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No mesmo período, o cientista político Nilton Tristão, da GovNet & Opinião Pesquisa, conduziu um estudo qualitativo com entrevistas em profundidade para avaliar a reação do eleitor paulista a candidaturas fora do espectro tradicional, especialmente femininas.
Os dois estudos convergem ao indicar que Simone Tebet reúne condições para se tornar um fator disruptivo na disputa, mesmo diante de um cenário inicialmente desfavorável.
Novo cenário para a base governista
A eleição paulista é tratada, tanto por aliados de Tarcísio quanto por setores do PT, como uma disputa de alto grau de dificuldade para a oposição. Alguns aliados do atual governador chegam a apostar em vitória no primeiro turno. No entanto, diante da recusa de Fernando Haddad em voltar a concorrer, a base governista do presidente Lula pode passar a olhar para Tebet como uma alternativa competitiva, capaz de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.





