Em discurso ao público do evento, o candidato à Presidência pelo PT disse que o que mais ouviu durante a campanha foram pessoas afirmando que não querem “só comida”, mas também cultura, emprego de qualidade, liberdade e democracia.
“Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja”, afirmou Lula, após fazer críticas à família Bolsonaro.
“Temos agora uma responsabilidade muito grande: tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. […] Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar. Porque 60 anos ou 70 anos não transforma a pessoa em inútil. Se a pessoa não quer votar por ele, ele tem filho, filha, neto, bisneto, e a pátria dele para ele cuidar”, disse Lula.
Também presente no ato, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi outro a citar a defesa da democracia em seu discurso.
Os manifestantes também pediam que cada pessoa conversasse com as pessoas que não votaram no primeiro turno que fossem votar neste segundo turno, levar as pessoas às urnas será fundamental para consolidar a virada de Lula, defendiam os manifestantes.
“São Paulo não quer ditadura. Nosso ídolo não é o coronel Ustra, nossos ídolos são os estudantes mortos na ditadura: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. São Paulo deu a vida pela Constituição e ninguém vai rasgar a Constituição brasileira”, afirmou, lembrando os nomes dos quatro heróis da Revolução Constitucionalista de 1932.
Na Avenida Paulista, diversos eleitores seguravam cartazes com frases como “Ditadura nunca mais” e “1964 nunca mais”.






