O embate começou após Ciro afirmar que “os bolsonaristas do seu lado são todos pessoas honradas”, em referência aos aliados que hoje caminham ao seu lado no campo de oposição ao governo estadual.
Na publicação, Elmano subiu o tom contra o ex-ministro e afirmou que, ao contrário de Ciro, não tem “bolsonarista de estimação”. O governador também disse que a “máscara” do adversário “caiu”.
“Ao contrário de Ciro, que se juntou ao pior da política, não tenho bolsonarista de estimação. A máscara dele caiu. Que fique com Cap Wagner, André Fernandes, Carmelo, Insp Alberto e a Família Bolsonaro pra ele. Estou onde sempre estive: com Lula, Camilo, Cid, Izolda e o povo”, publicou Elmano.

A fala reforça a estratégia do governador de associar Ciro ao bolsonarismo no Ceará, em meio à movimentação do ex-ministro para construir uma frente ampla de oposição ao Palácio da Abolição.
A crítica de Elmano ocorre um dia após a missa e a bênção da bandeira da Festa de Santo Antônio de Barbalha, também conhecida como Festa do Pau da Bandeira, um dos principais eventos religiosos e culturais do Ceará.
O episódio mostra que a disputa pelo Governo do Estado já entrou em uma fase mais dura, marcada por ataques diretos, tentativa de definição de campo político e guerra de narrativas.
Enquanto Ciro tenta se apresentar como alternativa ao atual grupo governista, Elmano busca enquadrar o adversário como aliado de lideranças bolsonaristas no Ceará.
Nos bastidores, a fala de Ciro no Cariri deu novo combustível à estratégia governista. Para aliados de Elmano, a defesa pública dos bolsonaristas abre espaço para reforçar a tese de que Ciro mudou de lado em busca de viabilidade eleitoral.
Com o novo embate, a pré-campanha no Ceará ganha mais um capítulo de confronto direto entre dois nomes que devem estar no centro da disputa pelo Palácio da Abolição em 2026.





