Empossado em 22 de fevereiro de 2024, o ministro Flávio Dino vem ganhando um protagonismo diferente dos demais novatos que passaram a integrar a Suprema Corte do país. Ele ganhou destaque ao relatar ações sobre emendas parlamentares, que levaram à suspensão de mais de R$ 4 bilhões em recursos e à abertura de investigações contra parlamentares.
Uma ala do Congresso defende Flávio Dino, destacando que suas decisões são acertadas na cobrança de maior transparência no destino de recursos oriundos das chamadas “emendas Pix”. Outra ala ataca Flávio Dino, pontuando que ele extrapola as prerrogativas dos três poderes, ao legislar sobre as emendas, atribuição exclusiva do Legislativo.
O fato é que Flávio Dino tem ganhado maior atenção do país por sua atuação e conhecimento técnico. “Dinão” já ocupou cargos estratégicos nos três Poderes, deputado federal, senador, governador do Maranhão, tornando-se o primeiro ex-governador a ser nomeado para uma cadeira no STF, além de ministro da Justiça e Segurança Pública no terceiro governo Lula. A bagagem de conhecimento adquirida no Legislativo, Executivo e Judiciário, o torna um ministro singular.
É importante salientar que Dino já votou contra matérias do governo neste seu primeiro ano, a exemplo dos casos da Lava Jato que atingiram a cúpula do PT, bem como tem se posicionado favoravelmente a medidas do governo em questões climáticas.
Flávio Dino ainda enfrentará um grande desafio pela frente no caso das “emendas Pix, que envolve uma boa parte de parlamentares do Congresso Nacional e que segue sendo investigada pela Polícia Federal.
(Foto: Gustavo Moreno/STF Foto: Gustavo Moreno)





