Quem liderou o ranking dos estados mais inadimplentes foi o Rio de Janeiro, com 52,65% da população adulta no vermelho, seguido pelo Amapá (52,44%), Amazonas (52,32%), Distrito Federal (51,13%) e Mato Grosso (50,22%). O Ceará, apesar do índice menor (45,0%), foi o Estado que mais avançou entre março de 2020 e março de 2023 no calote: mais de oito pontos porcentuais.
De acordo com especialistas as dívidas avançaram a partir do final de 2021 em razão da disparada da inflação. A alta de preços prejudicou principalmente as camadas de menor renda.
Mesmo que em ritmo mais lento, a inadimplência avança em relação ao passado recente, mas o suficiente para se manter em níveis recordes. Em março deste ano, 70,71 milhões de inadimplentes deviam, em média, R$ 4.731. As pendências com bancos, cartões de crédito, lojas, financeiras e também contas de água, luz e serviços de comunicação somavam R$ 334,5 bilhões.
No final da fila dos estados inadimplentes estão Piauí com 36,67%, é o último do ranking, superando Santa Catarina (36,74%) e Maranhão (38,41%), de acordo com especialistas os benefícios sociais, tanto do governo federal como programas específicos dos estados, são apontados como fator de peso para o bom desempenho da inadimplência.






