Mesmo com cheiro de Pizza na votação do Supremo Tribunal Federal (STF) que vinha anunciando reiteradamente que Lula não teria tratamento diferenciado, uma vez que o maior jargão utilizado em tempos de Lava Jato, é de que ninguém está acima da Lei, não foi o que se viu no julgamento desta quinta feira do STF. Contudo, condenar e prender Lula em plena Semana Santa não seria uma boa ideia, pelo menos, neste momento delicado da política brasileira.
O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira (22/03), por 6 votos a 5, impedir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receba uma ordem de prisão até que a Suprema Corte conclua o julgamento iniciado sobre o habeas corpus do líder petista. Na próxima sessão, em 4 abril, o Supremo votará o pedido do líder petista de permanecer em liberdade até que se esgotem todos os recursos contra a condenação que sofreu na Lava Jato. A decisão o blinda da prisão, que a própria defesa apontou como iminente, no caso do triplex.
Tomada diante de um pedido feito da tribuna em que a defesa alegou iminência de prisão, a decisão evita que, após julgamento dos embargos de declaração no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), na próxima segunda-feira, 26, a Justiça determine o cumprimento da pena de 12 anos e mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
Uma terceira votação foi aquela em que os ministros, já estourado o horário regimental (18h), decidiram suspender o julgamento para retomar na próxima sessão, em 4 de abril. Fachin, Moraes, Barroso e Cármen queriam seguir a votação.
Foi diante da suspensão do julgamento que a defesa de Lula pediu que o Supremo concedesse a liminar, acatada, para temporariamente impedir que Lula recebesse a ordem de prisão depois do julgamento na próxima segunda-feira (26/03) no TRF-4.
(Com informações Agência Estado)
(Foto: Nelson Jr)





