Por Reginaldo Silva- professor-radialista e jornalista
Ciro Gomes (PDT) ao longo do tempo vem fazendo uma série de previsões que vão se consolidando com o passar dos dias. Político experiente, com passagem por vários cargos de comando; prefeito, governador, ministro e candidato a presidente da República por três vezes, o pedetista deu um grito nesta quinta-feira (04/11) para chamar a atenção do seu partido sobre a aprovação da PEC dos Precatórios, aprovada em 1º turno, por 312 votos favoráveis e com participação decisiva de seu partido.
A bem da verdade, não foi só o PDT, que sentiu a mão pesada do governo, outros partidos também foram coniventes com a vitória governista, PSDB. PSD, Podemos, MDB e PSL, partidos que também ensaiam lançar nomes para disputa do Palácio do Planalto, contudo, Ciro foi o único que gritou na situação.
O presidenciável sabe, que a aprovação da matéria vai além da liberação de um novo programa social com a marca de Bolsonaro e do rompimento do teto de gastos, o que na verdade está em jogo é a motivação de ampliar despesas pulverizadas em 2022 e difundir o auxílio da base governista em ano eleitoral.
Se o governo chamou o feito a ordem, ameaçando cortar emendas, já alcançou o objetivo em uma simples votação, imaginem o estrago que será feito, com capital de sobra para liberação de verbas parlamentares em ano eleitoral. Aí está o real motivo do grito de Ciro, afinal, ele é o terceiro colocado na disputa até aqui e, monitorar os adversários da dianteira faz parte da estratégia política.
Ciro como bom nordestino, sabe mais do que ninguém, que às vezes, por falta de um grito se perde uma boiada. O grito de alerta do pedetista rompe o silêncio da omissão e abre caminhos para que outros presidenciáveis também possam sair da inércia.






