“Não pretendo mais incomodar o eleitor”, declarou Ciro ao anunciar que não será candidato. Ainda assim, fez previsões ousadas sobre os desdobramentos que envolvem os principais nomes da política nacional. Segundo sua análise, o ex-presidente Jair Bolsonaro deverá estar condenado até outubro de 2025 e, possivelmente, preso em 2026. Para Ciro, isso pode levar à repetição do roteiro vivido por Lula em 2018, ou seja, Bolsonaro se lançaria candidato mesmo inelegível, tendo Michelle Bolsonaro como vice. Após a impugnação da chapa, ele apresentaria um nome de sua inteira confiança para a disputa.
Do outro lado, Ciro acredita que o presidente Lula chegará em 2026 com 80 anos e aparentes sinais de desgaste, o que pode levá-lo a não disputar a reeleição. Nesse caso, como o petista não preparou um sucessor claro dentro da esquerda, o cenário poderia se fragmentar, remetendo à eleição de 1989, marcada por uma multiplicidade de candidaturas à Presidência da República.
Ciro também fez considerações sobre possíveis nomes da direita. Para ele, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o mais preparado, enquanto Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) são bons gestores. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi duramente criticado: “um verdadeiro desastre”, afirmou Ciro.
Segundo o ex-ministro, diante dessas possíveis conjunturas, Bolsonaro inelegível e Lula fora da disputa, abrem um leque de incertezas que ainda podem redefinir o xadrez político até 2026. “O jogo está completamente aberto, e o Brasil pode repetir dinâmicas imprevisíveis que já vimos no passado”, concluiu.
A fala de Ciro Gomes reforça sua posição de crítico agudo do sistema político e dos principais nomes da polarização atual, ao mesmo tempo em que lança luz sobre possíveis reconfigurações do cenário eleitoral nos próximos anos.






