Cid disse que é um pacificador e explicou que muitas vezes as imagens são deturpadas. Ele esclareceu o contexto do episódio da retroescavadeira, dizendo que não tem orgulho daquele situação, mas, na oportunidade se viu obrigado a tomar aquela atitude ao ver sua cidade sendo sitiada e o irmão prefeito, Ivo Gomes (PDT), naquele dia estava viajando, portanto, impossibilitado de chegar a Sobral, para comandar aquela crise de segurança pública, restando a ele, a obrigação de como liderança política sempre eleita e respeitada em Sobral tomar as devidas providências.
Em relação ao evento em que soltou a frase, “Lula está preso babaca”, disse que havia ido ao local para declarar apoio a Fernando Haddad (PT), que estava no segundo turno, e foi pego de surpresa para ser o primeiro orador da noite, sem que alguém da legenda explicasse o motivo pelo qual estaria naquela reunião partidária, e quando começou a fazer as ponderações sobre uma “mea culpa” do PT, começou a ser vaiado e acabou soltando a frase, já em um contexto mais acirrado.
Cid também falou do silêncio que manteve no último pleito eleitoral no Ceará. Ele destacou que teve uma conversa com Ciro (PT) e Roberto Cláudio (PDT), ponderando que aquela situação nacional não poderia interferir no cenário político cearense.
“Ciro fez política com o fígado e politica se faz com a cabeça”, “Ele mesmo já havia dito isso a mim”, pontuou o senador. Para ele, Ciro não conseguiu compreender aquela situação de polarização e tornou-se vitima dessa engrenagem onde um se alimentava do outro e trouxe essa divisão para o Ceará.
Para Cid, tanto o PT, quanto o PDT, queriam lançar um candidato do PDT, no caso, a Izolda, e não caberia o rompimento dessa aliança entre as duas legendas. ” Não seria intromissão partidária do PT, andamos o Ceará inteiro apresentando os quatro nomes”, disse o senador.
Ainda de acordo com Cid, Ciro fez política com o fígado e houve um pouco de ambição de Roberto Cláudio, “ele achou que o céu era perto e não era”, enfatizou Cid. Então eu disse aos dois (Ciro e Roberto Cláudio) que estava fora, aquilo era um tiro no pé e se tornaria uma vitória de Pirro (expressão utilizada para se referir a uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos), finaliza Cid Gomes.
O rompimento da aliança entre PDT e PT, impôs um silêncio ao senador ao longo da campanha e a consequente vitória de Elmano de Freitas (PT) ao Governo do Estado ainda no primeiro turno das eleições de 2022.
Cid deixou claro que vai tentar restaurar a relação entre PT e PDT no Ceará, mas reconhece que parte do PDT, ainda não curou as feridas e existe um clima de beligerância. Ao ser questionado sobre o futuro político: “o futuro, o futuro a Deus pertence”, concluiu o senador.
(Reginaldo Silva- Ceará Notícias)






