A evasão tem múltiplas causas, desde a baixa qualidade do ensino até a repetência, passando pela necessidade de trabalhar para complementar a renda da família. O relatório chama a atenção também para o “desencanto” com a escola e a “desconexão” entre o currículo e a realidade dos estudantes.
A baixa escolaridade, como se sabe, causa perdas individuais e coletivas, contribuindo para a diminuição da empregabilidade, das perspectivas salariais, da produtividade e da mobilidade social. Sem falar nos impactos negativos em áreas como saúde e segurança pública. A partir de metodologia desenvolvida pelo economista Ricardo Paes de Barros, o estudo estimou que o Brasil ganharia R$ 135 bilhões por ano caso elevasse a taxa de conclusão do ensino médio para o mesmo patamar do Chile, onde 9 em cada 10 jovens completam essa etapa até os 24 anos.
Reduzir a evasão é um grande desafio da educação brasileira. O panorama traçado pelo estudo da Firjan Sesi é inequívoco e aponta para a necessidade de fazer da escola um lugar menos desinteressante, e certamente mais amigável, aos estudantes.






