A transmissão do cargo de ministro foi acompanhada por várias lideranças políticas do Ceará, como o governador Elmano de Freitas (PT), a ex-governadora Izolda Cela (sem partido), o senador Cid Gomes (PDT), ministros, ex-ministros, deputados federais, deputados estaduais e prefeitos.
Camilo em seu discurso falou da honra e do senso de responsabilidade em assumir o Ministério da Educação do Brasil, sobretudo, da importância de resgatar os trabalhos da pasta, que segundo ele, vivenciou tempos tão sombrios e foi tratada como subproduto nos últimos anos.
Para Camilo, o Ministério da Educação sofreu muito durante a pandemia, foi desprezado em um momento crucial, permitindo que 650 mil crianças abandonassem às escolas, trabalho árduo para a nova equipe que tem a tarefa de resgatar esses alunos, devolvendo a eles novamente o direito de continuarem na escola, defendeu o Ministro.
Para o novo comandante do MEC, é preciso fazer um grande pacto federativo, envolvendo União, Estados e Municípios, com prioridade absoluta para alfabetização na idade certa, criando um regime de colaboração, com uma visão sistêmica e que possa manter o avanço educacional da Educação Básica ao Ensino Superior.
Camilo Santana citou às experiências exitosas do Ceará e de outros Estados da Federação, pontuando que no Estado em que governou, tudo começou com uma decisão do então governador Cid Gomes, continuada em seu governo e de Izolda Cela, com fiscalização e acompanhamento permanente em regime de colaboração, levando o Ceará a ter das 100 melhores escolas do Brasil, do 1º ao 5º ano, 87 escolas cearenses. Das 100 melhores escolas do Brasil, do 6º ao 9º ano, 70 são cearenses. “Esse modelo precisa ser levado para todo Brasil, enfatiza o novo Ministro.
De acordo com Camilo Santana, outro projeto que deve ter visibilidade da pasta são as ampliações das Escoas em Tempo Integral em todo o país. Segundo ele, uma escola não deve ter apenas mais tempo, mas que ela seja criativa, desperte e incentive o aluno a descobrir suas habilidades e possa progredir na vida.
Outra prioridade do Ministério da Educação citada por Camilo Santana é o fortalecimento do Ensino Superior, para ele, tão abandonado nos últimos anos. “A Universidade deve ser um espaço democrático, livre, com liberdade de expressão e voltado para o desenvolvimento humano e a serviço da nação”, defende.
Camilo ponderou ainda que é preciso conclamar todas as forças educacionais do país para fazer um novo Plano Nacional de Educação, um plano de Estado e não de Governo, que assegure as futuras gerações uma garantia na qualidade do ensino.
Como medidas imediatas Camilo já determinou a retomada de todas as obras inacabadas do país e a melhoria na qualidade da merenda escolar. Ele destacou ainda que é preciso resgatar a credibilidade do ENEM, encorajando e fazendo campanhas para que os jovens de todo Brasil voltem a participar do certame.
Camilo finalizou dizendo que é preciso coragem e muito trabalho para vencer os desafios. Ele também citou a grande necessidade de se investir em Ciência e Tecnologia, dando autonomia às Universidades para Pesquisa e Extensão, a fim de encontrar soluções para os grandes e graves problemas brasileiros.
O futuro ministro concluiu sua fala agradecendo a todos que o ajudaram a chegar no Ministério da Educação, família, amigos e ao presidente Lula pela confiança dessa nova caminhada, dizendo-se sempre aberto ao diálogo, como sempre fez em toda sua vida pública.






