A organização da maioria dos atos, que seguem ao longo dos próximos dois dias, foi feita pelas entidades que formam as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular.
Em São Paulo, partidos de esquerda e centrais sindicais se reuniram na praça Oswaldo Cruz, na região da avenida Paulista. Dali, seguiram em caminhada até o antigo Doi–Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), principal centro de tortura da ditadura militar na cidade.
Convocada pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) em suas redes sociais, a manifestação reuniu também outros congressistas do PSOL como Ivan Valente (SP) e Erika Hilton (SP). O Partido dos Trabalhadores (PT) foi representado pelo deputado federal Lindbergh Farias (RJ), líder do partido na Casa, e o deputado estadual Antônio Donato (SP).
“Esse ato de hoje, antes de tudo, ele é muito simbólico, porque amanhã completa 61 anos do golpe militar de 64 que instaurou uma ditadura nesse país. E nós estamos aqui defendendo a democracia, defendendo punição aos golpistas 61 anos depois”, disse Boulos.
Afirmou ainda que será feita articulação para que o projeto de lei da anistia não seja aprovado. “Anistia é o escambau”, afirmou ele.
Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo os atos foram registrados em várias capitais do país. No Rio de Janeiro, o ato foi marcado para a próxima terça-feira (1°), mesmo assim, as entidades realizaram panfletagem e ações com cartazes pela cidade neste domingo.
Membros do MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto) carioca estenderam sob os Arcos da Lapa uma bandeira com a frase “sem anistia para quem ataca a democracia”.
(Foto: Knapp Folhapress)





