Acusações de reincidência
De acordo com a ação, entre 2024 e 2025, Ciro Gomes teria feito declarações públicas em entrevistas e eventos, associando a ascensão de Janaína ao Senado a acordos políticos e utilizando termos considerados depreciativos. Para a prefeita, tais manifestações configuram violência política de gênero, já que buscariam desqualificar sua atuação por ser mulher.
Na ação, a gestora pede a prisão preventiva de Ciro Gomes, alegando ser necessária para resguardar a ordem pública e evitar novas ofensas.
Defesa de Ciro rebate
A defesa do ex-ministro classificou o pedido de prisão como “teratológico e nítido abuso de poder”, argumentando que a acusação tenta transformar divergências políticas em instrumentos de restrição da liberdade.
Ainda segundo os advogados, as manifestações de Ciro não teriam sido dirigidas diretamente à prefeita, mas ao então ministro da Educação, Camilo Santana, e ao modelo de suplência do Senado. A defesa sustenta que não houve dolo específico de ofender Janaína em razão de sua condição de mulher.
Clima de tensão política
À medida que o pleito eleitoral se aproxima os ânimos se acirram entre situação e oposição no estado. Ciro tem procurado atingir o ministro da Educação Camilo Santana, por meio da ex-senadora e atual prefeita de Crateús, Janaína Farias, o que eleva a tensão política para 2026.
No 17º Encontro estadual do PT, realizado neste sábado (6/9) em Fortaleza, o governador Elmano de Freitas saiu em defesa do ministro da Educação Camilo Santana e da prefeita de Crateús Janaína Farias, destacando que quanto mais batem nessas lideranças, cada vez mais o autor dos ataques fica menor.






