O PSDB se prepara para uma nova fase. Sem governadores eleitos em seus quadros e após anos de enfraquecimento político, a sigla terá novamente o deputado federal Aécio Neves (MG) como presidente nacional a partir do próxima quinta-feira (27/11). A escolha ocorre em meio ao esforço interno para reconstruir a identidade partidária e ajustar sua estratégia para as eleições de 2026.
Aécio afirmou que o partido chega pacificado a esse novo momento e destacou que a ausência de candidatura presidencial em 2022 foi um “grande equívoco”, que fragilizou ainda mais a legenda. Agora, o foco é reorganizar forças e mirar resultados concretos no próximo pleito.
Segundo ele, o objetivo prioritário é eleger ao menos 30 deputados federais, superar com segurança as cláusulas de desempenho e recolocar o PSDB como um ator relevante na política nacional. “Vamos fazer o PSDB ganhar musculatura para voltar a falar grosso na política. Estou animado para colocar o PSDB no mapa político brasileiro, numa avenida de centro. Muitos acharam que íamos acabar. Mas ainda vão ter que nos aturar”, declarou.
Aécio também foi categórico sobre as alianças presidenciais: o partido não apoiará nem Lula nem qualquer candidatura da família Bolsonaro em 2026. O PSDB deve se posicionar no campo de centro, preservando independência e construindo alianças regionais conforme a realidade de cada estado.
Sem lançar candidato ao Planalto, a sigla pretende utilizar 2026 como um ano de reorganização interna e fortalecimento eleitoral, preparando o terreno para disputar com competitividade as eleições de 2030. Para Aécio, esse processo exige foco, consistência e um retorno às bandeiras históricas que marcaram o partido.





