A Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece), participou da 7ª Marcha das Margaridas em Brasília que reúne no evento mais de 100 mil mulheres do campo, da floresta, das águas e cidades na capital federal.
Dentre as demandas apresentadas pela marcha estão a ampliação da participação das mulheres na política; combate à violência, racismo e sexismo; autonomia econômica; acesso à terra e educação; segurança alimentar; produção rural aliada à agroecologia e universalização da internet e inclusão digital.
O presidente da Fetraece Raimundo Martins, destaca a importância do lema da edição deste ano, Pela Reconstrução do Brasil e Pelo Bem Viver- para ele, “essa reconstrução do país, passa pelo o homem e mulher do campo, por essa razão se faz necessário, defender uma política de paz e de combate ao ódio, além da criação de políticas públicas que fortaleçam o trabalhador e a trabalhadora rural, possibilitando uma vida digna e com mais oportunidades para agricultores e agricultoras familiares do país e em especial do Ceará”, defende o presidente da Fetraece.

O nome da marcha é uma homenagem a Margarida Maria Alves, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Ela foi assassinada em 12 de agosto de 1983 em resposta a sua luta pelos direitos da categoria. Desde então, a liderança se tornou símbolo da resistência de milhares de homens e mulheres que buscam justiça e dignidade. Latifundiários da região são suspeitos do homicídio. Mas, até hoje, o crime segue sem solução e os mandantes não foram condenados.






