Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem entraram em greve e realizaram uma manifestação pelas ruas de Fortaleza, nesta quinta-feira (29/6), pedindo o pagamento do piso salarial da categoria, que foi sancionado em abril deste ano, pelo presidente Lula.
O texto, aprovado pelo Congresso Nacional, fixou em R$ 4.750 o piso nacional de enfermeiros dos setores público e privado, valor que serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras.
O ato é organizado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Ceará (Sindsaúde Ceará) e demais entidades da categoria.
O protesto começou por volta das 9h, com concentração de centenas de participantes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Em seguida, os manifestantes caminharam em direção ao Hospital Geral de Fortaleza (HGF).
“A greve é uma decisão difícil, tomada com corações pesados, até pedimos desculpas à população, mas tudo isso é um ato de coragem e resistência da categoria, como também, é o último recurso que encontramos. Os profissionais da enfermagem estão cansados de implorar por condições dignas de trabalho e pelo piso salarial que é um direito garantido em lei federal”, disse Martinha Brandão, presidente do Sindsaúde Ceará.
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que o atendimento nas unidades da rede segue dentro da normalidade.






