Camilo citou uma pesquisa encomendada pelas organizações civis sem fins lucrativos Cenpec e Ação Educativa, que diz que 72% confiam mais em professores do que em militares para trabalhar em uma escola, e ressaltou a experiência no Estado do Ceará, em que foi governador.
“72% dos brasileiros confiam mais em professores do que militares para trabalhar em uma escola. Estou dando dados de evidência. Não há evidências em relação a essa política. É preciso ter evidências que comprovem que essa metodologia é melhor”, afirmou a deputados que participam de audiência na comissão de Educação.
Para corroborar sua tese, Camilo citou os dados do Ceará. “É preciso ter evidências que comprovem que essa metodologia é melhor. Das 100 melhores escolas públicas do Brasil, 87 são do meu Estado e nenhuma é militar. A melhor escola pública do Brasil é do Ceará e não é militar”, disse.
Em relação aos ataques recentes em escolas, Camilo ressaltou que são reflexos do estímulo ao ódio, violência e armamento presentes na sociedade. Ele defendeu discutir quais medidas podem ser tomadas, mas se colocou contrário à ideia de colocar policiais armados nas escolas.
“Não é um problema simples. O que está acontecendo nas escolas reflete o que está acontecendo na nossa sociedade, de estímulo ao ódio, à violência, ao armamento”, disse. “Armar [seria a solução]? Vamos discutir. Porque os Estados Unidos fizeram isso e pesquisa mostrou que não resolveu. Esse é um problema que precisamos discutir mais profundamente, precisamos fortalecer um grande programa psicossocial.”
O ministro foi bastante aplaudido ao fim da fala sobre o tema.






