Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

Como as Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará ainda não foram formadas, a Mesa Diretora tem apreciado os projetos e enviado para votação em plenário. Nesta quarta-feira o governo Elmano teve seu teste de fogo, com a primeira votação que definiu o tamanho do governo na Casa Legislativa.
O “Pacotão Econômico”, constatou o tamanho da base do governo petista. As medidas econômicas que preveem o aumento da alíquota do ICMS de 18% para 20%, com o objetivo de compensar as perdas do tributo no ano passado, a recriação do chamado Fundo de Estabilidade Fiscal e a autorização de contratação de empréstimo de R$ 900 milhões com o Banco do Brasil, definiu quem realmente está com o governo, bem como revelou os blocos que compõem a oposição na Casa.
Na pauta mais polêmica do dia, o governo contou com o apoio de 29 deputados, sendo que o presidente Evandro Leitão (PDT) não votou e ainda contou com a ausência de Fernando Santana (PT) e David de Raimundão (MDB), assim fica declarada a base governista com 32 deputados estaduais, podendo ser levemente ampliada, uma vez que existe alguns parlamentares flutuantes, que ora atenderão o chamado do governo e ora se posicionarão de forma independente, aguardando o andar da carruagem.
Por outro lado, a oposição se mostrou dividida em três blocos, o do União Brasil, que conta com a liderança do hoje secretário de Saúde de Maracanaú e ex-deputado federal, Capitão Wagner; um outro bloco mais alinhado ao ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) e a ala mais a direita, ligada ao PL, defensores do bolsonarismo no Estado.
Assim como o governo quer definir sua base, os três blocos de oposição também estão de olho nas eleições municipais na capital e no interior. Felipe Mota, Sargento Reginauro e Dr. Oscar Rodrigues puxam o bloco capitaneado por Wagner. Na ala de Roberto Cláudio; Queiroz Filho, Cláudio Pinho e Antonio Henrique, lutam pela preservação do patrimônio político do ex-prefeito de Fortaleza. O grupo direitista herdeiros do bolsonarismo no Ceará, são liderados por Carmelo Neto, Dra. Silvana, Alcides Fernandes e Marta Gonçalves.
O bloco do Republicanos, embora tenha votado contra esse projeto de aumento da alíquota do ICMS, tem abertura com o governo, principalmente agora sob a liderança de Chiquinho Feitosa, um forte e fiel aliado de Camilo e Elmano.
Já o PSD de Domingos Filho, ensaia uma aproximação do PDT de José Sarto, que deve concorrer a reeleição, mas, mantém uma neutralidade na Assembleia, mantendo uma posição de independência, podendo votar a favor ou contra, dependendo do teor dos projetos apresentados.
Embora pareça distante, 2024, já começou para os partidos políticos cearenses, principalmente para aqueles que querem disputar as eleições municipais.






