Pesquisa Datafolha mostra que, no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 47% das intenções de voto num cenário de segundo turno para a Presidência da República, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Já em Minas Gerais, o petista marca 46% no mesmo cenário de segundo turno, ante 42% do rival. Como a margem de erro para o estado é de três pontos percentuais, o cenário é de empate técnico.
O Datafolha ouviu 1.610 eleitores paulistas nos dias 18 e 19 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01806/2026 e BR-07185/2026.
Em Minas Gerais, foram ouvidos 1.204 eleitores de 18 a 20 de agosto, com margem de erro de 3 pontos, sob os códigos MG-00446/2026 e BR-04396/2026. Os dois levantamentos foram contratados pela Folha e pela TV Globo.
O instituto também realizou pesquisas entre eleitores do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do DF.
No Rio, Flávio marca 49%, enquanto Lula tem 40%. Já em PE, o cenário se inverte em favor do petista, que vence com folga registrando 62% das intenções de voto num eventual segundo turno, ante 29% do rival bolsonarista. Na capital federal, Flávio tem 51% das intenções, e Lula, 39%. A margem de erro nos três locais é de 3 pontos.
As metodologias das pesquisas em cada um dos estados estão no fim do texto.
Os números chegam na mesma semana em que o Datafolha também mediu a disputa pelos governos de São Paulo e Minas Gerais —corridas que ajudam a compor o tabuleiro da eleição presidencial nos dois estados.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição e apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, lidera a disputa com 45% das intenções de voto em cenário de primeiro turno, contra 27% de Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda de Lula que assumiu a missão de tentar um palanque forte para o petista no estado. Em um eventual segundo turno, Tarcísio venceria Haddad por 54% a 35%.
Em Minas Gerais, o cenário para o Executivo estadual é mais fragmentado. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), cuja trajetória nos últimos meses foi marcada por um vaivém em relação à candidatura, lidera com 32%. Em segundo lugar aparecem tecnicamente empatados Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), ambos ex-prefeitos de Belo Horizonte, com 12% cada um. A candidatura de Patrus teve intervenção direta de Lula, depois de recusas sucessivas do senador Rodrigo Pacheco (PSB).
Nas eleições de 2022, Lula, apesar de ter vencido na capital paulista, perdeu no estado de São Paulo, alcançando 44,76% dos votos válidos, contra 55,24% do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma diferença de 2,7 milhões de votos.
O petista, no entanto, venceu entre o eleitorado de MG, considerado chave nas eleições, mas com margem apertada. Lula recebeu 50,90% dos votos válidos no estado, ante 49,10% de Bolsonaro, uma diferença de 2,1 milhões de votos.
Metodologias
Rio de Janeiro: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Estado do Rio de Janeiro entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026; amostra de 1.204 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Minas Gerais: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Estado de Minas Gerais entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026; amostra de 1.204 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Pernambuco: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Estado de Pernambuco entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026; amostra de 1.204 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Distrito Federal: Pesquisa Datafolha realizada presencialmente com pessoas de 16 anos ou mais no Distrito Federal entre os dias 18 e 21 de agosto de 2026; amostra de 910 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%./Folha SP
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