Os CVLIs incluem homicídios dolosos, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios. Segundo o levantamento divulgado pela SSPDS, o resultado de julho representa o menor número da série histórica para o mês no Ceará.
As maiores reduções percentuais ocorreram em Fortaleza e na Região Metropolitana. Na Capital, os registros caíram de 53 para 20, redução de 62,3%. Na Região Metropolitana, o número passou de 64 para 20 ocorrências, queda de 68,8%. No Interior, foram registrados 85 casos, contra 143 no mesmo período de 2025, redução de 40,6%.
O movimento de queda também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e julho de 2026, o Ceará contabilizou 971 CVLIs, diante de 1.689 no mesmo intervalo do ano passado. São 718 ocorrências a menos, representando uma redução de 42,6%. Fortaleza apresentou queda de 62,2%, enquanto a Região Metropolitana reduziu os registros em 66,6%. No Interior, a diminuição foi de 16,8%.
Os crimes contra o patrimônio também apresentaram redução significativa. Em julho, foram registrados 985 roubos no Estado, contra 2.392 no mesmo mês de 2025, uma queda de 58,8%. Considerando os sete primeiros meses do ano, as ocorrências passaram de 17.050 para 8.266, redução de 51,5%.
Outro indicador de forte recuo envolve os roubos de veículos. De janeiro a julho, os registros diminuíram 63,4%, passando de 3.179 casos em 2025 para 1.164 neste ano. Somente em julho, a redução chegou a 69,4%. Os roubos de celulares também caíram 53,9% no acumulado, de 9.455 para 4.355 ocorrências. Segundo a SSPDS, o programa Meu Celular já recuperou 16.446 aparelhos desde abril de 2024.
Os furtos apresentaram uma queda mais moderada. Em julho, foram 4.011 ocorrências, contra 4.921 no mesmo mês do ano anterior, redução de 18,5%. De janeiro a julho, o recuo foi de 17,1%, com os registros passando de 32.504 para 26.955.
Os números divulgados também indicam melhora da posição do Ceará nos comparativos nacionais referentes ao primeiro semestre. O Estado aparece na 10ª posição na taxa de CVLIs por 100 mil habitantes, enquanto Fortaleza passou da quarta para a 19ª colocação entre as capitais após uma redução de 61,9% no indicador.
Os resultados representam uma melhora expressiva nos indicadores de segurança pública e oferecem ao Governo do Estado um dado relevante em meio ao debate eleitoral sobre violência. O desafio, agora, é transformar a forte redução registrada em 2026 em uma tendência sustentável, especialmente no Interior, onde a queda dos crimes letais foi menor do que na Capital e na Região Metropolitana.






