A operação aconteceu na última quinta-feira (25/6), na Área Integrada de Segurança Pública 10, e é apontada como uma das maiores apreensões de plantação da droga realizadas pela PCCE nos últimos anos.
Ao todo, segundo as informações divulgadas, foram apreendidos 290 mil pés de maconha. A ofensiva foi coordenada pelo Departamento de Polícia Civil do Interior Sul, pela 4ª Seccional do Interior Sul, em Iguatu, e pela Delegacia de Polícia Civil de Acopiara.
Após a divulgação da operação, o deputado federal André Fernandes foi ao local e publicou vídeo nas redes sociais questionando a condução dos procedimentos. O parlamentar acusou as forças de segurança de terem deixado a área sem a devida preservação e afirmou que documentos e materiais que poderiam auxiliar nas investigações teriam permanecido no local.
A denúncia ampliou a repercussão do caso e colocou em discussão não apenas o tamanho da apreensão, mas também a forma como o local teria sido preservado após a ação policial.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que determinou a imediata instauração de inquérito para investigar, de forma rigorosa, a denúncia de falha nos procedimentos de custódia do local do crime.
A SSPDS afirmou que toda e qualquer falha de procedimento será apurada e que os responsáveis serão identificados e punidos dentro da lei, caso sejam constatadas irregularidades.
A pasta também destacou que, somente nos cinco primeiros meses deste ano, as polícias cearenses apreenderam duas toneladas de drogas e prenderam 859 suspeitos de envolvimento com organizações criminosas, número que representa aumento de 19,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Ainda segundo a Secretaria, mais de R$ 3,3 bilhões ligados ao crime foram bloqueados por meio de representações da Polícia Civil ao Poder Judiciário.
O caso de Acopiara agora passa a ter duas frentes de atenção: a investigação sobre a origem e os responsáveis pela plantação de 290 mil pés de maconha e a apuração sobre possíveis falhas nos procedimentos adotados após a operação policial.
A expectativa é que o inquérito esclareça se houve falha na preservação do local, se materiais relevantes para a investigação foram deixados para trás e quais medidas serão adotadas para responsabilizar eventuais envolvidos.






